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25 de fevereiro de 2026

Tadalafila foi proibida? Saiba o que é o Tadala Pro Max, suplemento apreendido pela Anvisa

Tadalafila foi proibida? Saiba o que é o Tadala Pro Max, suplemento apreendido pela Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta semana, uma resolução que determina a apreensão do produto Tadala Pro Max, comercializado como suplemento alimentar. Segundo a agência, a fabricante da substância é desconhecida e as cápsulas não possuem o registro obrigatório no Ministério da Saúde para drogas, insumos farmacêuticos e correlatos.

A medida proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso da mercadoria. As ações se aplicam a qualquer pessoa, empresa ou veículos de comunicação que a comercializem ou divulguem.

O que é Tadala Pro Max?

O Tadala Pro Max é um suplemento vendido como capaz de “aumentar a virilidade masculina“, melhorar o desempenho sexual e “estimular a libido de forma natural”, segundo informa um dos seus anúncios.

O produto é vendido como comparável ao medicamento tadalafila, utilizado para tratar a disfunção erétil e em casos de aumento da próstata. Embora anúncios o indiquem como uma versão fitoterápica da substância, ele não possui relação real com a medicação.

Na internet, o Tadala Pro Max é comercializado com valores entre R$79,00 e R$90,00, sem informações sobre a sua composição e associado no rótulo a diferentes supostas marcas, como “Naturais suplementos” e “Natu7”.

Já no site Mercado Livre, ele é vendido pela marca AeO Sports, que responde, no portal Reclame Aqui, a acusações de falsificação de cosméticos.

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Tadafila foi proibida?

A substância tadalafila, usada em medicamentos, está no mercado brasileiro desde os anos 2000 e não foi alvo das ações da Anvisa desta semana. O remédio — que atua inibindo a enzima fosfodiesterase-5 (PDE5) e, assim, promovendo vasodilatação — segue disponível.

Já o suplemento alimentar Tadala Pro Max, segundo a Anvisa, infringe o artigo 12 da Lei nº 6.360/1976. O parágrafo proíbe que a rotulagem ou propaganda de produtos tenham indicações que possibilitem interpretação falsa, erro ou confusão, bem como que atribuam a um produto finalidades ou características diferentes daquelas que realmente possua.

+Leia também: Baly Tadala: por que energético “sabor tadalafila” preocupa médicos e expõe riscos no carnaval

Risco do uso abusivo de tadalafila ou de versões alternativas

Como visto, o suplemento alimentar proibido nesta semana pela Anvisa não contém tadalafila na fórmula. No entanto, ele surfa na onda da popularização do uso do remédio fora das indicações médicas.

Conhecida principalmente pelo tratamento da disfunção erétil, nos últimos anos, a tadalafila passou a ser consumida também por homens sem qualquer diagnóstico, com a promessa de melhorar o desempenho sexual ou, até mesmo, atlético.

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O cenário tem preocupado entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que chegou a emitir uma nota alertando sobre o tema no ano passado.

“O uso indiscriminado da tadalafila, sobretudo sem orientação médica, não é isento de riscos, e pode gerar consequências sérias”, destacou em entidade no documento.

Isso porque, como todo medicamento, ela pode provocar efeitos colaterais. Os mais comuns, segundo a SBU, são:

  • Dor de cabeça
  • Dor nas costas
  • Vermelhidão no rosto
  • Tontura
  • Palpitações
  • Queda de pressão ao se levantar (hipotensão postural)
  • Alterações na visão
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Na maioria das vezes, esses sintomas são leves. Mas isso não significa que o remédio seja inofensivo. Um dos maiores perigos, por exemplo, está na combinação com outras substâncias. Este risco é especialmente alto para quem usa nitratos, medicamentos comuns no tratamento de doenças cardíacas.

“Essa combinação pode resultar em queda grave da pressão arterial, provocando até a morte do usuário sem acompanhamento médico”, diz a Sociedade.

De acordo com a bula aprovada pela Anvisa e diretrizes internacionais, a tadalafila tem indicações bem definidas. Além da impotência sexual, é indicada para tratamento dos sintomas urinários do aumento benigno da próstata, bexiga hiperativa e tratamento da hipertensão arterial pulmonar.

Fora dessas situações, o uso não é considerado indicado. E mesmo nesses casos, deve haver prescrição e acompanhamento médico.

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Em nota, a SBU manifesta preocupação com a forma como o medicamento passou a ser banalizado, circulando em redes sociais, academias e na cultura popular como um “reforço” inofensivo para a vida sexual.

A entidade também chama atenção para versões manipuladas ou produtos vendidos como alternativas ao remédio original, mas que não passaram por estudos clínicos e não têm aprovação da Anvisa.

“Tal cenário favorece o uso sem critérios, sem diagnóstico médico e sem acompanhamento, o que representa um risco à saúde pública e vai contra os princípios da boa prática médica”, destaca.

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Fonte.:Saúde Abril

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