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Introdução
A uva Alvarinho, de origem ibérica, vive uma expansão global sem precedentes. Sua adaptabilidade às mudanças climáticas, a redescoberta do prazer dos brancos pelos consumidores e a busca por diversidade impulsionam seu sucesso, redefinindo o vinho branco com mais autenticidade e frescor.
- Ascensão global da uva Alvarinho, de Portugal à Austrália e Brasil.
- Capacidade da casta de manter acidez natural mesmo em climas quentes.
- Autorização em Bordeaux como solução para o aquecimento global.
- Atende ao novo consumidor que busca vinhos brancos versáteis e autênticos.
- Expansão do cultivo por todo Portugal e diversificação de estilos.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Poucas uvas representam tão bem o espírito de transformação do vinho branco contemporâneo quanto a portuguesa alvarinho — ou albariño, como é chamada na Espanha. Originária do noroeste da Península Ibérica, essa variedade discreta e resistente vive um momento de crescimento no planeta.
O que antes era uma especialidade de fronteira entre Portugal e Espanha tornou-se uma tendência global, com novos vinhedos do Uruguai à Austrália, dos EUA à França e também no Brasil. Esse sucesso se explica por três forças que estão redefinindo o universo do vinho: as mudanças climáticas, a evolução do gosto do consumidor e a busca por diversidade além das castas mais comuns.
O primeiro motor dessa expansão é o clima. Em meio às alterações do clima no planeta, a alvarinho se destaca por uma virtude rara: manter a acidez natural mesmo em regiões de temperaturas um pouco mais altas. A capacidade de adaptação a diferentes terroirs faz dela uma das castas mais promissoras no embate com o aquecimento global. Não por acaso, foi recentemente autorizada em Bordeaux, o coração do vinho francês, como alternativa natural para enfrentar verões cada vez mais secos e quentes.
O segundo fator é o novo comportamento do consumidor. Depois de décadas de domínio dos tintos, há a redescoberta do prazer e da versatilidade dos brancos. Eles se encaixam melhor em estilos de vida urbanos, climas quentes e refeições mais leves. Nesse contexto, o alvarinho surge como uma resposta perfeita: é um branco vibrante, de acidez firme, textura rica e aromas elegantes, que satisfaz tanto o público casual quanto o apreciador experiente.
O terceiro elemento é a busca por novidade. O consumidor atual quer escapar da previsibilidade dos chardonnays e sauvignon blancs e explorar variedades brancas com identidade própria.
Em Portugal, a uva também vive uma verdadeira expansão territorial. Deixou de ser exclusividade do Minho e hoje é cultivada em praticamente todo o país, de norte a sul. Enólogos de regiões como o Douro, o Dão, o Tejo e o Alentejo vêm explorando o potencial da cepa, adaptando-a a diferentes climas e solos. O resultado são estilos diversos — alguns mais minerais e tensos, outros mais maduros e volumosos — que mostram a impressionante versatilidade da casta e reforçam seu papel como embaixadora dos brancos portugueses.
Mais do que uma moda, a ascensão dessa uva representa uma mudança profunda na forma como os entusiastas entendem o vinho branco: menos padronizado, mais autêntico, ligado ao território e ao frescor natural.

Pizzorno Albariño Reserva 2023
Da Bodega Pizzorno, de Canelones, Uruguai. 100% alvarinho, com seis meses de estágio em barricas francesas. Amarelo palha claro. Aroma cítrico, com notas de lima, abacaxi, maracujá. Paladar leve e fresco, com apenas 12% de álcool. R$ 247,90, na Grand Cru.
Casa de Vila Verde Alvarinho Vinho Verde 2024
Da Casa Santos Lima, 100% alvarinho da região dos Vinhos Verdes. Sem madeira, com cinco meses em tanques de aço inox. Palha claro. Aroma de frutas cítricas, maçã, flores brancas. Paladar leve e muito fresco, com acidez bem presente. R$ 98,71, na Wine.
Publicado em VEJA São Paulo de 27 de fevereiro de 2026, edição nº 2984.
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Fonte.: Veja SP Abril


