10:05 AM
10 de março de 2026

Peptídeos injetáveis: veja o novo procedimento de beleza que artistas internacionais têm feito

Peptídeos injetáveis: veja o novo procedimento de beleza que artistas internacionais têm feito

PUBLICIDADE



Ler Resumo

Se você tem acompanhado o mundo do skincare, certamente já ouviu falar nos peptídeos, pequenas cadeias de aminoácidos que têm demonstrado potencial de melhorar os níveis de colágeno na pele, atenuando marcas do envelhecimento.

Mas, embora seu uso tenha se popularizado em cosméticos de uso tópico, famosas lá fora vêm investindo em um novo – e ainda pouco estudado – mercado: os peptídeos injetáveis.

Nomes bem conhecidos como Jennifer Aniston e Khloé Kardashian já deram entrevistas exaltando os potenciais dessas substâncias para o rejuvenescimento facial. O uso dos peptídeos injetáveis, porém, ainda é controverso, devido à falta de regulamentação adequada em torno dessa aplicação.

Entenda melhor a questão.

O que são os peptídeos e qual seu uso no skincare

Os peptídeos são pequenas moléculas compostas por cadeias de aminoácidos. Menores do que proteínas, eles realizam funções de comunicação celular e podem atuar também como precursoras hormonais e de neurotransmissores.

Continua após a publicidade

Eles têm aplicações variadas, dependendo das características do peptídeo: até o GLP-1, que virou famoso pelas canetas emagrecedoras (a sigla significa “peptídeo semelhante ao glucagon 1”, em inglês), é um deles. No mercado, eles podem ser semelhantes aos que temos naturalmente no corpo ou sintéticos, dependendo da situação.

No contexto do skincare, os peptídeos mais interessantes são aqueles conhecidos por atividades como cicatrização, regeneração e remodelação tecidual e dérmica, além do efeito antioxidante. Peptídeos sintéticos como o Matrixyl são especialmente famosos por sua capacidade de mimetizar um peptídeo natural conhecido por estimular a produção de colágeno.

Hoje, os peptídeos são considerados uma das frentes mais promissoras do skincare, graças ao grande potencial de regeneração e a um bom perfil de segurança.

Continua após a publicidade

Mas a história não é tão simples: há milhões de tipos de peptídeos e nem todas as formulações são devidamente estudadas (ou seja, é bom se certificar que a marca é confiável e pesquisas mais robustas por trás); além disso, sabe-se muito mais sobre aplicações seguras em torno do uso tópico do que das injeções.

Mas a versão injetável funciona melhor?

As famosas vêm promovendo os peptídeos injetáveis como uma versão capaz de oferecer resultados ainda melhores do que aqueles observados com os produtos aplicados sobre a pele. A lógica é que, ao fazer a molécula penetrar mais profundamente, eles superariam a barreira superficial da pele e teriam impactos mais relevantes no antienvelhecimento.

A promessa é ambiciosa, mas, até o momento, deve ser encarada com muito cuidado: aplicações do tipo são experimentais e, na maior parte dos casos, sequer contam com aprovação da FDA (a “Anvisa norte-americana”). Os estudos mais chamativos, que apontam uma capacidade de regeneração inclusive muscular e esquelética pelo uso dessas substâncias, foram feitos in vitro ou em animais – ou seja, sem comprovação de que o mesmo impacto é observado em seres humanos.

Continua após a publicidade

Por se tratar de um mercado ainda com regulação escassa, os peptídeos injetáveis também esbarram na possibilidade de falsificação ou adulteração dos produtos, tornando os riscos ainda mais preocupantes: ao envolver uma injeção, a técnica é mais invasiva do que um produto de uso tópico, abrindo caminho para reações locais mais intensas, alterações hormonais e infecções.

O uso de produtos novos sobre a pele, especialmente os injetáveis, deve ser feito sempre sob acompanhamento de um médico dermatologista, com cosméticos de procedência conhecida.



Fonte.:Saúde Abril

Leia mais

Rolar para cima