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Introdução
A cantora Ana Castela trouxe à tona o diagnóstico de TDA. Mas, afinal, o que é TDA sem H? Entenda que o termo é obsoleto: a condição é TDAH tipo desatento, sem hiperatividade marcante. Descubra as diferenças cruciais e os outros tipos do transtorno para um melhor entendimento.
- A revelação de Ana Castela e a confusão comum entre TDA e TDAH.
- O termo TDA “sem H” é obsoleto; o correto é TDAH predominantemente desatento.
- Entenda que o TDAH desatento é marcado pela dificuldade de foco, sem a hiperatividade.
- Conheça os três principais tipos de TDAH: desatento, hiperativo-impulsivo e combinado.
- Por que o TDAH desatento, como o de Ana Castela, pode passar despercebido por mais tempo.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A cantora Ana Castela revelou, em suas redes sociais, que recentemente foi diagnosticada com TDA, sigla utilizada para descrever o transtorno de déficit de atenção. Mas, além da confirmação do quadro, o que despertou curiosidade em muitos fãs foi a ausência do “H” que costuma aparecer nesse tipo de situação.
Afinal, existe mesmo um transtorno de déficit de atenção “sem” hiperatividade? E, em caso positivo, quais as diferenças para o TDAH típico?
Entenda melhor essa história.
O que é o TDA? Qual a diferença para o TDAH?
Na verdade, o TDA “sem H” não existe mais como um diagnóstico formal desde 1987. Embora o termo ainda seja utilizado para facilitar a compreensão dos pacientes na comunicação cotidiana, ele é considerado obsoleto.
Oficialmente, a condição de Ana Castela também é TDAH, mas enquadrado como “tipo desatento” ou “predominantemente desatento”. Como o nome sugere, nessa versão do transtorno, o elemento da hiperatividade não aparece de forma tão marcante, com a desatenção sendo a característica definidora.
+Leia também: TDAH: o que é, como diagnosticar e tratamentos
Conheça os tipos de TDAH
O TDAH costuma ser classificado em três grandes tipos principais, de acordo com os sintomas mais evidentes em cada pessoa. Eles são os seguintes:
- TDAH predominantemente desatento
É o diagnóstico que, em outros tempos, era definido simplesmente como TDA, mesmo quadro de Ana Castela. A pessoa tem dificuldade com foco, concentração e organização, podendo apresentar momentos de distração e esquecimento recorrentes, mas não tem sinais típicos de hiperatividade.
Em geral, essa característica “menos energética” pode fazer com que o quadro passe despercebido e o diagnóstico demore mais, com as distrações sendo erroneamente atribuídas à personalidade da pessoa, sobretudo na infância.
- TDAH hiperativo-impulsivo
Nessa variação do transtorno, a hiperatividade domina. Costuma ser um quadro bem mais notável do que o tipo desatento, já que desde a infância é possível perceber falas, comportamentos e movimentos corporais indicando impulsividade e inquietação.
Embora seja muito comum esse quadro vir acompanhado da desatenção, em algumas situações a impulsividade pode ocorrer de forma isolada.
Fazer essa distinção exige uma avaliação neuropsicológica adequada sobre a capacidade de foco e retenção de informações mesmo diante de uma alta atividade motora. Algumas pessoas com essa versão do TDAH podem, inclusive, apresentar hiperfoco.
É o diagnóstico mais comum do transtorno, em que sintomas de desatenção e hiperatividade estão presentes.
Fonte.:Saúde Abril


