
Pensando em ir para a Europa no verão do Hemisfério Norte? Não se esqueça de levar na mala um item extra: paciência de sobra para passar pelos novos procedimentos de imigração nos países que integram o Espaço Schengen, lista que inclui os destinos mais turísticos do continente.
A partir de 10 de abril, o novo Entry/Exit System (EES), que vem sendo implementado gradativamente desde o ano passado, estará totalmente operacional nos aeroportos da região. E, embora a ideia seja acelerar a entrada de viajantes ao remover o antigo guichê para carimbar o passaporte, em um primeiro momento o novo sistema vem fazendo exatamente o contrário: os destinos onde o EES já funciona vêm registrando longas filas e confusões com a tecnologia.
Entenda melhor como funciona o EES, por que ele está provocando demoras e como (tentar) fugir das filas mais longas.
O que, afinal, é o EES?
O novo “sistema de entrada e saída”, EES na sigla em inglês, vai trocar os guichês de imigração tradicionais por pontos automáticos de verificação de passaportes. Em vez dos carimbos, as suas datas de passagem pela fronteira serão registradas diretamente no sistema, que está vinculado a um cadastro biométrico dos viajantes.
Para as autoridades, o EES vai representar uma forma mais fácil de identificar visitantes que tenham excedido o prazo de permanência permitido para um turista, o que pode ser um indício de que a pessoa está tentando imigrar irregularmente.
Para os passageiros, será uma pré-condição para o futuro Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS, na sigla em inglês), um novo formulário com dados pessoais que passará a ser exigido de turistas que entram na Europa. Hoje, a expectativa é que o ETIAS comece a funcionar até o final de 2026, mas esse prazo já foi adiado várias vezes devido às dificuldades de implementação do EES.
Saiba mais sobre EES, ETIAS e ETA (usado no Reino Unido) clicando aqui.
Por que o EES está causando demoras?
O grande problema na implementação inicial do EES está justamente naquilo que, futuramente, deve acelerar a entrada nos países europeus: a biometria.
Turistas que não têm um passaporte europeu precisam cadastrar suas impressões digitais e a foto do seu rosto no ato de entrada nos países do Espaço Schengen. Ou seja: como o sistema ainda é novidade para quase todo mundo, a maioria dos viajantes está passando pelo EES pela primeira vez, e precisa fazer tudo do zero, gerando longas filas para quem vem atrás.
Dados do Airports Council International (ACI) indicam que, em horários de pico, o tempo de espera chega a ser 70% maior do que antes nos lugares que já implementaram o EES.
Também existe um agravante: a fila é a mesma para todo mundo. Mesmo que você já tenha se cadastrado no EES anteriormente, ainda precisará esperar atrás de outras pessoas que ainda não fizeram esse procedimento.
Tem como escapar das filas mais longas?
No momento, a única maneira de não pegar a fila do EES é ter em mãos um passaporte europeu. Caso esse seja o seu caso, agora vale ainda mais a pena utilizá-lo para entrar no continente.
Se essa não for a sua situação, a dica neste momento é fazer o possível para evitar viagens nos meses logo após a implementação total do sistema, que também vai compreender a alta temporada do verão europeu. A tendência é que as piores filas ocorram entre abril e agosto de 2026.
Até setembro, existe uma expectativa de que as exigências do EES sejam suspensas por até seis horas nos momentos mais concorridos dos aeroportos, mas não há garantias de que isso vai ocorrer – nem se a exceção será aplicada em todos os destinos.
Como garantir que a fila não prejudique sua viagem
Vá preparado para o pior: planeje seus deslocamentos considerando que a fila de entrada pode levar quase o dobro do tempo habitual, e leve isso em conta na hora de planejar o intervalo até um voo de conexão, por exemplo. Ter tempo de sobra (e paciência) reduz a chance de perrengues e de passar raiva enquanto espera.
Informe-se com antecedência sobre o que é preciso fazer para registrar o EES: mesmo que isso não vá reduzir o tempo de espera na fila, pode acelerar seu próprio procedimento de cadastro.
Também vale ficar de olho nas atualizações da companhia aérea e do seu aeroporto de destino sobre eventuais suspensões do EES nos horários de pico, algo que poderia facilitar o processo em determinados momentos do dia.
Fonte.:Viagen


