7:09 PM
22 de março de 2026

Felipeh Campos é internado em estado grave em São Paulo; por que a dengue é perigosa

Felipeh Campos é internado em estado grave em São Paulo; por que a dengue é perigosa

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O jornalista e apresentador Felipeh Campos, de 52 anos, está internado em São Paulo com um caso grave de dengue. Hoje na Band, Campos segue sem previsão de alta.

A internação chama atenção para complicações mais severas da dengue que, embora raras, podem até mesmo levar à morte dos pacientes acometidos. Entenda melhor quando a dengue se torna grave e os tratamentos disponíveis nessa situação.

O que é a dengue grave?

Dengue grave é o nome utilizado atualmente para se referir ao que, no passado, era conhecido como “dengue hemorrágica”. O termo foi atualizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2009 e, cinco anos mais tarde, também no Brasil. Uma das razões para isso é que nem todos os casos mais preocupantes da doença provocam hemorragias.

Doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, a dengue se torna grave quando leva ao desenvolvimento de sintomas como choque, dificuldade de respirar e sangramentos intensos, além de comprometimento de vários órgãos. Antes de chegar a esse estágio, porém, pacientes passam – às vezes, muito rapidamente – pela chamada “dengue com sinais de alarme”, que indicam um risco de agravamento.

Os sinais de alarme são sintomas que podem aparecer inclusive depois que a febre cessou e incluem problemas como dor abdominal intensa, vômito persistente, retenção de líquidos, hipotensão postural (queda da pressão ao se levantar), aumento do tamanho do fígado e alterações nos exames de sangue. Um traço característico neste último caso é um aumento da porcentagem de hemácias em função da queda nas plaquetas (a chamada trombocitopenia).

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O próprio Felipeh Campos informou, em suas redes, que sua contagem de plaquetas estava na casa dos 25 mil por microlitro, muito abaixo dos padrões de referência – em geral, a faixa considerada normal fica entre 150 mil e 450 mil. Sinais como este indicaram a necessidade de acompanhamento médico mais atento para prevenir um quadro ainda pior.

+Leia também: Dengue sem sinal de alarme, com sinal de alarme e grave: qual a diferença?

Como é o tratamento

Ainda não existe um tratamento específico para a dengue em si. Por isso, o acompanhamento de um paciente grave ou com sinais de alarme foca nos sintomas mais perigosos para a saúde. A principal causa de morte associada à dengue é a desidratação, o que justifica a importância de acompanhamento hospitalar com reposição de líquidos por via intravenosa.

Além da hidratação adequada, os pacientes devem ser acompanhados de perto e receber abordagens específicas para aliviar os sintomas que forem aparecendo. Nesse caso, o tratamento varia conforme as características individuais do caso. O objetivo é manter o organismo o mais forte possível para ser capaz de enfrentar a doença e superá-la.

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Quanto mais precoce a internação diante dos sinais de alerta, melhor o nível de cuidado recebido para prevenir a dengue grave e complicações potencialmente fatais.



Fonte.:Saúde Abril

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