
Ler Resumo
Introdução
O jornalista Felipeh Campos está internado com dengue grave. Esta condição, antes conhecida como hemorrágica, é caracterizada por choque, dificuldade respiratória, sangramentos e comprometimento de órgãos. Sinais de alarme, como dor abdominal e queda acentuada de plaquetas (Campos com 25 mil), indicam risco de agravamento. O tratamento é sintomático e foca na hidratação.
- Dengue grave é o termo atual, atualizado pela OMS em 2009, para o que era conhecido como “dengue hemorrágica”, pois nem todos os casos graves provocam hemorragias.
- Sintomas da dengue grave incluem choque, dificuldade de respirar, sangramentos intensos e comprometimento de múltiplos órgãos.
- Sinais de alarme, que podem aparecer mesmo após a febre, como dor abdominal intensa, vômito persistente e queda de plaquetas (trombocitopenia), indicam risco de agravamento.
- O jornalista Felipeh Campos teve a contagem de plaquetas em 25 mil por microlitro, um sinal de alarme que levou à internação.
- Não existe tratamento específico para a dengue; o foco é no manejo dos sintomas mais perigosos, como a desidratação, que exige reposição de líquidos intravenosa.
Este resumo foi útil?
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O jornalista e apresentador Felipeh Campos, de 52 anos, está internado em São Paulo com um caso grave de dengue. Hoje na Band, Campos segue sem previsão de alta.
A internação chama atenção para complicações mais severas da dengue que, embora raras, podem até mesmo levar à morte dos pacientes acometidos. Entenda melhor quando a dengue se torna grave e os tratamentos disponíveis nessa situação.
O que é a dengue grave?
Dengue grave é o nome utilizado atualmente para se referir ao que, no passado, era conhecido como “dengue hemorrágica”. O termo foi atualizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2009 e, cinco anos mais tarde, também no Brasil. Uma das razões para isso é que nem todos os casos mais preocupantes da doença provocam hemorragias.
Doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, a dengue se torna grave quando leva ao desenvolvimento de sintomas como choque, dificuldade de respirar e sangramentos intensos, além de comprometimento de vários órgãos. Antes de chegar a esse estágio, porém, pacientes passam – às vezes, muito rapidamente – pela chamada “dengue com sinais de alarme”, que indicam um risco de agravamento.
Os sinais de alarme são sintomas que podem aparecer inclusive depois que a febre cessou e incluem problemas como dor abdominal intensa, vômito persistente, retenção de líquidos, hipotensão postural (queda da pressão ao se levantar), aumento do tamanho do fígado e alterações nos exames de sangue. Um traço característico neste último caso é um aumento da porcentagem de hemácias em função da queda nas plaquetas (a chamada trombocitopenia).
O próprio Felipeh Campos informou, em suas redes, que sua contagem de plaquetas estava na casa dos 25 mil por microlitro, muito abaixo dos padrões de referência – em geral, a faixa considerada normal fica entre 150 mil e 450 mil. Sinais como este indicaram a necessidade de acompanhamento médico mais atento para prevenir um quadro ainda pior.
+Leia também: Dengue sem sinal de alarme, com sinal de alarme e grave: qual a diferença?
Como é o tratamento
Ainda não existe um tratamento específico para a dengue em si. Por isso, o acompanhamento de um paciente grave ou com sinais de alarme foca nos sintomas mais perigosos para a saúde. A principal causa de morte associada à dengue é a desidratação, o que justifica a importância de acompanhamento hospitalar com reposição de líquidos por via intravenosa.
Além da hidratação adequada, os pacientes devem ser acompanhados de perto e receber abordagens específicas para aliviar os sintomas que forem aparecendo. Nesse caso, o tratamento varia conforme as características individuais do caso. O objetivo é manter o organismo o mais forte possível para ser capaz de enfrentar a doença e superá-la.
Quanto mais precoce a internação diante dos sinais de alerta, melhor o nível de cuidado recebido para prevenir a dengue grave e complicações potencialmente fatais.
Fonte.:Saúde Abril


