Cuidar da água é um dos pilares da estratégia de sustentabilidade da Ambev, que usa o recurso natural para produzir bebidas. A companhia reduziu em 19% o consumo em suas operações, levou acesso à água potável para 3 milhões de brasileiros e plantou 3 milhões de árvores em áreas de estresse hídrico.
Anúncios feitos nesta segunda-feira (23) em Jaguariúna (SP), onde a cervejaria mantém um viveiro de mudas em colaboração com a Associação de Proteção Ambiental Jaguatibaia.
Restauração ecológica, educação e fortalecimento da comunidade local são o tripé do programa Bacias e Florestas, que desde 2010 contribui para a recuperação de 11 bacias hidrográficas críticas. Na prática, a Ambev apoia a recomposição da vegetação nativa, recuperação de nascentes, melhora da qualidade da água e sua disponibilidade nas regiões atendidas.
“Da hora em que a gente pega a primeira semente até a hora que a gente abre a cerveja, estamos preocupados em como utilizar a água da maneira mais responsável possível. Então a água é retirada com responsabilidade, utilizada com responsabilidade e despejada com responsabilidade”, afirma Felipe Baruque, vice-presidente de Sustentabilidade da Ambev.
O programa conta com a colaboração das ONGs The Nature Conservancy, WWF-Brasil e da Fundação Avina, além de parceiros locais.
“É uma relação de ganha-ganha que faz bem para pessoas, gera empregos, garante suprimento para a indústria e benefícios climáticos na captura de carbono, no fornecimento de água doce, na biodiversidade deste ecossistema que é um dos mais biodiversos do planeta”, diz Marcio Sztutman, diretor executivo da The Nature Conservancy.
Uma das maneiras de restaurar regiões que sofreram desmate é com uso de drones que despejam sementes de árvores nativas. A técnica é utilizada pela Ceres Seeding, startup que passou pela 100+Labs, aceleradora da Ambev que busca inovação que pode ser incorporada ao seu portfólio.
A técnica com drone é custosa (em torno de R$ 25 mil por hectare) e pode chegar a 10% de sucesso —ou seja, 1 em cada 10 sementes germinam no solo— mas é bastante viável em áreas de difícil acesso, como encostas de morros ou regiões próximas a nascentes de rios.
“Seja com plantio de mudas do viveiro ou com uso de drones, chegamos a 15 mil hectares de áreas nativas restauradas, o que representa uma faixa contínua entre São Paulo e Natal [RN]”, diz Baruque.
O programa Bacias e Florestas tem ações espalhadas pelo Brasil, mas também na Argentina, Bolívia, no Chile e Uruguai.
Outro pilar de sustentabilidade da companhia é a Água Ama, produto social cujo lucro é revertido para projetos de acesso a água no semiárido, na amazônia e em periferias urbanas do país.
Em colaboração com parceiros como a Água Camelo e a Florescer Brasil, o programa identifica soluções de infraestrutura para distribuição de água potável em diferentes cidades do país, como poços profundos, bolsas-filtro, bebedouros públicos e canalização.
Desde 2017, mais de R$ 11 milhões foram revertidos para 135 projetos de acesso à água no país.
Fonte.:Folha de S.Paulo


