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31 de março de 2026

Paixão de Cristo: como foi a morte de Jesus, segundo a ciência

Paixão de Cristo: como foi a morte de Jesus, segundo a ciência

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Vitral ilustrando o Batismo de Jesus. A figura central de Jesus está nas águas azuis do Jordão, enquanto João Batista, vestido com peles de animais, realiza o rito. Três anjos alados com vestes brancas aguardam à esquerda, e uma pomba, representando o Espírito Santo, desce de uma luz divina acima. A obra de arte em arco apresenta cores ricas e vibrantes e a tradicional escrita Ge'ez na base.

Crédito, Getty Images

    • Author, Edison Veiga
    • Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
  • Tempo de leitura: 12 min

Religiosidade à parte, poucos duvidam que tenha vivido há 2 mil anos um homem chamado Jesus, em parte do que hoje é Israel.

E que ele foi um judeu dissidente que acabou liderando um grupo de seguidores. Sua atuação acabou incomodando o Império Romano. E, às vésperas da Páscoa judaica, ele acabou condenado, torturado e morto por crucificação — uma prática de pena capital comum na época.

Depois de sua morte, seguidores se encarregaram de espalhar seus ensinamentos. Terminava a história e começava o mito, a religião, a teologia.

Essa transição ocorreu principalmente graças a um profícuo escritor da época, pioneiro da Igreja Cristã e autor de muitos textos que hoje estão na Bíblia: Paulo de Tarso (c. 5-67). Na década de 50 do primeiro século da nossa era, cerca de 20 anos depois da morte de Jesus, ele produziu sete cartas cujos textos sobreviveram ao tempo.

“Nessas cartas reparamos que há uma mudança de enfoque. Paulo não mais trabalha com o Jesus histórico, ele trabalha com o Jesus da fé”, explica o historiador André Leonardo Chevitarese, autor de, entre outros, Jesus de Nazaré: Uma Outra História, e professor do Programa de Pós-Graduação em História Comparada do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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