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Introdução
O tratamento de varizes avançou para técnicas menos invasivas e ambulatoriais, como laser, radiofrequência e cola. Esses métodos, com altas taxas de sucesso, buscam excluir veias doentes da circulação. A escolha da técnica ideal é individualizada, considerando fatores clínicos do paciente e exige avaliação de um cirurgião vascular.
- O tratamento de varizes evoluiu para métodos menos invasivos, realizados de forma ambulatorial.
- Técnicas modernas incluem laser endovenoso, radiofrequência, cola cianoacrilato e ablação mecanoquímica.
- Essas abordagens visam excluir veias doentes, apresentando altas taxas de sucesso inicial.
- Existem diferenças entre as técnicas em dados de longo prazo e perfil de efeitos colaterais.
- A escolha da técnica é individualizada, baseada em fatores como tipo de veia, histórico clínico e avaliação por um cirurgião vascular.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O tratamento das varizes evoluiu de forma significativa nas últimas décadas. Procedimentos que antes exigiam cortes, internação e recuperação prolongada deram lugar a técnicas menos invasivas, realizadas muitas vezes em regime ambulatorial, com retorno mais rápido às atividades.
Essa mudança ampliou o acesso ao tratamento e reduziu o impacto no pós-operatório. No entanto, também trouxe uma nova dúvida para pacientes e até para profissionais: qual técnica escolher?
A resposta não é simples – e passa necessariamente pela individualização.
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O que mudou no tratamento das varizes
As varizes são consequência da insuficiência venosa, condição em que as válvulas das veias deixam de funcionar adequadamente, causando refluxo do sangue e dilatação dos vasos.
Hoje, diversas técnicas permitem tratar essas veias doentes sem a necessidade de cirurgia convencional.
Entre elas estão o laser endovenoso e a radiofrequência, que utilizam energia térmica para fechar a veia; a cola cianoacrilato, que promove a oclusão do vaso sem calor; e a ablação mecanoquímica, que combina ação mecânica e química para tratar o refluxo.
Todas essas abordagens têm em comum o objetivo de excluir a veia doente da circulação, redirecionando o fluxo para veias saudáveis.
Os estudos mais recentes mostram que essas técnicas apresentam altas taxas de sucesso, especialmente no tratamento de veias safenas insuficientes. Em muitos casos, os índices de oclusão inicial superam 90%.
No entanto, existem diferenças em aspectos como recanalização – quando a veia tratada volta a abrir — e necessidade de reintervenção ao longo do tempo. Técnicas térmicas, como laser e radiofrequência, possuem histórico mais longo de acompanhamento e dados consolidados de eficácia.
Métodos mais recentes, como a cola e a ablação, também apresentam bons resultados, mas ainda não acumulam dados de longo prazo.
Outro ponto relevante é o perfil de efeitos colaterais. Técnicas térmicas podem exigir anestesia local mais extensa, enquanto métodos não térmicos tendem a reduzir esse desconforto, embora tenham outras particularidades.
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Não existe uma técnica ideal para todos
Apesar da tecnologia disponível, não há uma única técnica considerada “a melhor” para todos os pacientes. A escolha depende de fatores como o tipo de veia acometida, o padrão de refluxo, o diâmetro do vaso, histórico clínico e expectativa do paciente.
Aspectos como custo, disponibilidade da tecnologia e experiência do profissional também influenciam na decisão.
Por isso, a avaliação com um cirurgião vascular é essencial. Exames como o ultrassom Doppler permitem mapear a circulação venosa e orientar a estratégia mais adequada para cada caso.
Mais importante do que escolher a técnica mais moderna é escolher a técnica mais indicada.
O tratamento das varizes nunca foi tão avançado – mas continua sendo, antes de tudo, uma decisão médica individualizada.
*Andréa Klepacz é cirurgiã vascular e membro da Brazil Health
(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

Fonte.:Saúde Abril


