Finalmente, chegou. Depois de um jejum de mais de uma década — a primeira edição do Michelin no Brasil data de 2015 –, o Brasil conta com dois restaurantes três-estrelas máximas atribuídas pelo guia francês.
Em cerimônia realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, nesta segunda (13), foram anunciados os nomes dos paulistanos Evvai e Tuju.

Não chega a ser uma surpresa para este crítico e editor do guia anual de gastronomia VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, que neste ano completa trinta edições consecutivas sem uma única interrupção (nem mesmo durante a pandemia): os dois endereços têm as cinco-estrelas máximas da Vejinha.
Essa foi a premiação de maior impacto do Michelin, uma vez que são os primeiros restaurantes não só do país, mas de toda a América Latina a receber tal reconhecimento.

É uma demonstração do que já sabia: a gastronomia brasileira está cada vez melhor e mais consistente.
Ao fazer o anúncio, Gwendal Poullennec, diretor internacional do Guia Michelin, disse que aquele era “um momento histórico”.
São Paulo deve virar, a partir de agora, merecidamente, um destino gastronômico no mundo. As degustações servidas nesses dois restaurantes custam R$ 1.250,00 (Evvai) e R$ 1.500,00 (Tuju).
Não mudaram de lugar as duas-estrelas Michelin. Continuam elas o também paulistano D.O.M., que tem a mesma distinção desde o lançamento do guia, e os cariocas Lasai e Oro.
Depois de ter perdido uma das duas estrelas no ano passado, o carioca Oteque, que nas minhas memórias continua como um dos melhores do Brasil, não foi representado na cerimônia pelo chef Alberto Landgraf. Segue com uma estrela.
Entre as melhores novidades, está a ascensão do carioca Madame Olympe, com menu de Claude Troisgros e cozinha tocada por Jessica Trindade.
Ao todo, agora são dezenove com uma estrela. Entre os restaurantes avaliados pela Vejinha, mantiveram a pontuação Kuro, Picchi, Murakami, Maní, Kan Sukê, Jun Sakamoto, Fame Osteria, Kazuo, Ryo Gastronomia, Kinoshita, Oizumu Sushi e Tangará Jean Georges. E desapareceu da lista por completo o uma-estrela Hutô.
A relação de restaurantes Bib Gourmand, o bom e barato do Michelin que em muitos casos é discutível para a realidade brasileira. Dos cinco escolhidos em São Paulo: Jiquitaia, Manioca JK, Ping Yang Thai, Tabōa Cozinha Artesanal e Tanit, só o Tabōa tem essa característica.
No Rio, o representante é o Koral, onde também está Pedro Coronha, 29, detentor do prêmio Jovem Chef.

Ainda por São Paulo, vale destacar o novo prêmio de coquetelaria, o Exceptional Cocktail Award, que neste ano foi para as mãos de Anderson Oliveira, do D.O.M.
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Fonte.: Veja SP Abril


