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14 de abril de 2026

O que está por trás de um grande whisky

O que está por trás de um grande whisky

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Em uma cidade como São Paulo, onde bares, coquetéis e novas cartas não param de surgir, destacar-se virou um desafio constante. Diante da ampla oferta, o público passou a olhar com mais atenção para o que escolhe, e entender o que está no copo deixou de ser detalhe para se tornar parte da experiência.

Nem toda escolha parte do conhecimento, muitas vezes nasce da curiosidade. Pode ser uma sugestão do bartender, um rótulo que chama atenção na prateleira ou um pedido feito quase sem pensar. Aos poucos, porém, esse gesto ganha outro peso. Surge a vontade de entender melhor, degustar, comparar e refinar preferências.

É nesse percurso que marcas já consolidadas fora do Brasil começam a ganhar mais espaço por aqui. A Dewar’s, marca escocesa de whisky do portfólio Bacardi, é uma delas. Mais do que tradição, construiu sua reputação a partir de um cuidado constante, que se traduz em padrões que consolidam a marca como o Blended Whisky Escocês mais premiado do mundo.

(Dewar’s 12 Anos. Mazze Filmes/Reprodução)

Por trás do sabor 

Antes de chegar ao copo, o whisky percorre um processo longo, em que cada etapa contribui para o resultado final.

Tudo começa na construção do blend, a combinação estratégica de diferentes whiskies, como single malts e single grains, produzidos em uma ou mais destilarias. Na Dewar’s, essa composição pode reunir até 30 whiskies, incluindo reservas de cinco destilarias próprias, além de outros rótulos selecionados de diferentes regiões da Escócia. Essa combinação define o perfil da bebida.

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Na sequência, entra a brassagem, quando o malte é misturado à água quente para extrair os açúcares que darão origem ao líquido-base. Esses açúcares seguem para a fermentação, etapa em que leveduras os transformam em álcool e começam a formar os primeiros aromas.

“O duplo envelhecimento tem o objetivo de abraçar diferentes paladares, tanto de quem já aprecia a bebida quanto de quem está entrando na categoria. Esse período adicional em outro barril de carvalho contribui para um perfil mais suave”

Marcos Silva, gerente de marketing da Bacardi Brasil

A destilação vem depois, separando e concentrando o álcool. É nesse momento que o líquido ganha estrutura. Em seguida, entra o tempo. Durante anos de maturação em barris de carvalho, o whisky interage com a madeira, desenvolvendo cor, aroma e profundidade.

Na Dewar’s, esse processo inclui uma etapa adicional. Após a maturação inicial, o whisky retorna ao barril para um novo período de descanso, prática conhecida como duplo envelhecimento, que ajuda a integrar melhor os elementos e contribui para a suavidade característica do whisky.

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Um reconhecimento construído ao longo do tempo

Para quem começa a explorar esse universo, referências ajudam a orientar escolhas. Entre elas, as premiações conquistadas em algumas das principais competições internacionais do setor ajudam a explicar a reputação da Dewar’s, marca criada em 1846 e hoje considerada o blended Scotch whisky mais premiado do mundo.

Entre os destaques do portfólio da Dewar’s, que reúne diversas premiações, o Dewar’s 12 Anos recebeu Double Gold no SFWSC 2024; o Dewar’s 15 Anos foi eleito #1 Scotch Whisky of the Year pela Whisky Advocate e conquistou Ouro no International Spirits Challenge em 2023 e 2024; e o Dewar’s 18 Anos alcançou o 1º lugar em sua categoria na International Whisky Competition por três anos consecutivos.

Blended Whisky Escocês mais premiado do mundo
(Blended Whisky Escocês mais premiado do mundo. Mazze Filmes/Reprodução)

Mais do que o número de medalhas, o que se destaca é a regularidade. Ao considerar apenas premiações de maior relevância, reforça a consistência de seu desempenho ao longo dos anos e entre diferentes rótulos. “As premiações contribuem para a construção da credibilidade, especialmente para quem ainda não conhece a marca”, afirma Silva.

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Diferentes perfis, mesma origem

À medida que o interesse cresce, as diferenças entre os rótulos passam a chamar atenção. No portfólio da Dewar’s, essas variações aparecem de forma clara, ainda que partam de um mesmo cuidado na produção.

“Quando se trata de 12, 15 e 18 anos, estamos falando do tempo que o whisky permanece no barril”, explica Cesar Adames, especialista em whisky. Ele ressalta que esse período influencia diretamente o perfil sensorial de cada rótulo, já que o contato prolongado com a madeira e o oxigênio favorece a criação de novos aromas e sabores.

Cesar Adames, especialista em whisky.
(Cesar Adames, especialista em whisky. Mazze Filmes/Reprodução)

O Dewar’s 12 anos apresenta um perfil mais direto e equilibrado, com uma suavidade que facilita o primeiro contato e convida à repetição. Já o 15 anos avança em complexidade, trazendo notas mais macias e levemente adocicadas, que se revelam de forma gradual.

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O 18 anos, por sua vez, é mais profundo e estruturado. Com mais tempo de maturação, entrega camadas mais densas e um final mais persistente, evidenciando o papel do tempo na construção do sabor.

São estilos diferentes, mas que mantêm uma identidade comum, construída a partir de precisão e consistência.

O olhar de quem garante o padrão

Por trás dessa qualidade está o trabalho do master blender, responsável por preservar o perfil da marca ao longo dos anos. Na Dewar’s, essa função é desempenhada por Stephanie Macleod, Master Blender e Diretora de Blending, reconhecida internacionalmente e  Master Blender of the Year seis vezes consecutivas até 2025. Primeira mulher a conquistar o título, ela atua na empresa desde 1998, garantindo a regularidade dos blends ao longo do tempo.

(Mazze Filmes/Reprodução)
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Um consumidor mais atento

No Brasil, o consumo de whisky vem acompanhando uma mudança no comportamento do público. Aos poucos, cresce o interesse por entender a origem, o processo e as características de cada rótulo.

Mais do que acompanhar tendências, trata-se de desenvolver repertório, algo que se constrói com tempo, experiência e atenção.

“O consumidor está cada vez mais aberto a experimentar e buscar novas experiências dentro da categoria”, diz Silva. Nesse contexto, escolher um whisky deixa de ser um gesto automático e passa a envolver mais critério.

Quando há cuidado em cada etapa, isso se reflete não só no sabor, mas também na forma como a bebida é percebida.



Fonte.: Veja SP Abril

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