
Uma viagem internacional pode causar dúvidas quando o assunto é saúde. Especialmente se a sua estadia no exterior for mais longa, levar uma “farmácia” básica para uso pessoal é uma recomendação comum de viagem: afinal, nem sempre você tem garantia de que encontrará ou conseguirá comprar medicamentos equivalentes aos que utiliza aqui no Brasil.
Mas, se todos concordam que é preciso ter algum remédio na bagagem, nem sempre é simples saber quais devem fazer parte desse kit de sobrevivência. Confira alguns medicamentos que vale a pena ter na mala – e os cuidados com eles.
Medicamentos de uso contínuo
Quem faz um tratamento rotineiro de saúde, qualquer que seja ele, não deve abrir mão de seus medicamentos de uso contínuo. O mesmo vale caso você tenha alergias: mesmo que não faça uso diário do antialérgico, é bom ter na mala para emergências.
Mas, como boa parte desses medicamentos muitas vezes tem venda controlada, é bom se certificar de que eles vão entrar sem problemas no outro país: carregue-os na bagagem de mão, dentro da embalagem original, com bula e a receita médica – se der para traduzi-la para o inglês, ainda melhor.
Além dos cuidados com o transporte em si, fique atento à quantidade: leve doses suficientes para todo o período de sua estadia no exterior, com alguns dias de sobra para o caso de qualquer imprevisto. Confira com antecedência as regras para medicamentos de transporte mais complexo, como aqueles injetáveis ou que exigem algum tipo de refrigeração.
Analgésicos e antitérmicos
Para os perrengues mais comuns que podem surgir em uma viagem, como dores e febres mais fáceis de tratar. É raro que esse tipo de remédio seja alvo de uma fiscalização mais rigorosa na entrada em outro país, mas é bom ficar atento: a dipirona, tão comum por aqui, é banida em alguns países como os Estados Unidos, o Reino Unido, a Austrália e o Japão, entre outros. Para ter certeza que seu medicamento não ficará retido, o mais garantido é levar um paracetamol mesmo.
Mas fique tranquilo se você usa esse fármaco em casa: a proibição da dipirona não significa que ela seja insegura ou que você precise abandoná-la em outros contextos. O banimento em determinados lugares se refere ao risco de um efeito colateral raríssimo conhecido como agranulocitose, e se baseia em estudos bastante antigos. Hoje, sabe-se que, além da incidência baixa do problema, há uma predisposição genética maior a essa reação em certos grupos étnicos que são mais presentes nesses países, mas não por aqui.
Remédios para náusea
Esses fármacos, conhecidos como antieméticos, podem ser fundamentais para usar no próprio avião. Se você já sabe que sofre com enjoos durante o deslocamento, tenha sempre a sua opção de preferência facilmente acessível na bagagem de mão.
Reidratação
Destinos diferentes podem render complicações gastrointestinais. Seja por uma comida que você não está habituado ou até mesmo por entrar em contato com micro-organismos que são mais comuns em outras partes do mundo mas aos quais não estamos tão expostos por aqui.
Diante de uma diarreia ou vômitos, o grande risco à saúde é a desidratação, que não se refere apenas à perda de água: sais minerais também vão embora. Por isso, é uma boa ideia ter na bagagem pacotes de sais utilizados para fazer a reposição eletrolítica – é a mesma lógica do soro caseiro, mas já pronto e nas medidas corretas para você não precisar procurar sal e açúcar em algum supermercado durante a viagem.
Casos muito graves de diarreia, porém, podem exigir reidratação intravenosa. Nesse caso, não tem jeito: vai ser preciso buscar um pronto-socorro.
Primeiros socorros
Vale ter na bagagem itens para lidar com pequenos ferimentos, poupando uma ida até a farmácia: curativos, gaze e antissépticos para passar em alguma lesão superficial. Lembre-se que cortes mais severos precisam sempre de atenção médica – pode ser necessário dar pontos ou até fazer um procedimento cirúrgico.
E os antibióticos?
Aqui, a recomendação é mais polêmica. Muitos viajantes, inclusive profissionais de saúde, recomendam que você obtenha uma receita e já carregue alguns antibióticos na mala, por precaução. Mas essa dica costuma ser contraindicada por muitos médicos: o uso desregrado de antibióticos pode trazer problemas sérios no longo prazo, como a resistência bacteriana que leva ao retorno da doença (de forma mais grave) no futuro.
O grande perigo é que não necessariamente sua moléstia será tratada adequadamente por aquele antibiótico que você está levando. Em alguns casos, um remédio desse tipo pode até ser inócuo: antibióticos nada fazem contra uma doença causada por vírus, por exemplo.
Além disso, esse tipo de fármaco precisa ser usado por um tempo definido e de forma rigorosa. Muita gente interrompe o uso quando os sintomas param e começa a se sentir melhor, mas é preciso tomá-los até o fim para garantir que os micróbios não permaneçam latentes no organismo para causar outras encrencas depois. Em geral, o tempo correto de uso depende de avaliação médica: não adianta sair tomando antibiótico pelo que você “acredita” que é a doença, baseando-se em experiências anteriores.
Nesse ponto, o mais indicado é contar com um seguro de viagem e recorrer a uma consulta médica para identificar a origem do problema e o melhor remédio para ele, que pode ser um antibiótico diferente do que você está acostumado – ou até outra classe de medicamento. Caso você tenha uma doença e suspeite que precisa de antibiótico, dá para acionar o seguro e buscar um atendimento especializado no exterior.
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Fonte.:Viagen


