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29 de abril de 2026

Boeing 737: risco de trincas leva a inspeções – 29/04/2026 – Cotidiano

Boeing 737: risco de trincas leva a inspeções – 29/04/2026 – Cotidiano

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A Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos propôs uma nova Diretiva de Aeronavegabilidade que afetará toda a frota dos modelos Boeing 737-600, -700, -700C, -800, -900 e -900ER da série Next Generation (NG).

Como reportou o Aviacionline, a medida surge após a identificação de trincas no revestimento da fuselagem próximo ao tubo de drenagem traseiro, situação que pode comprometer a integridade estrutural das aeronaves.

O alerta inicial veio de relatos semelhantes em um Boeing 737-400 da série Classic. Após avaliação entre os modelos, o fabricante constatou que a configuração do local afetado na série NG é similar, tornando essas aeronaves suscetíveis ao mesmo tipo de falha, embora ainda não tenham sido reportadas trincas nesses modelos.

O risco principal está na possível incapacidade do Elemento Estrutural Principal (PSE) de suportar cargas limites, o que, se ignorado, pode levar à rápida descompressão da fuselagem e perda da integridade estrutural durante o voo.

Para detectar essas falhas, a diretiva exige inspeções detalhadas internas e externas na região do tubo de drenagem traseiro utilizando a tecnologia de Corrente de Foucault de Alta Frequência (HFEC). Este método não destrutivo emprega campos eletromagnéticos para identificar fissuras subsuperficiais em materiais condutores, permitindo a detecção precoce de falhas antes que se tornem críticas.

A diretiva afetará 1.987 aeronaves registradas nos EUA. O custo estimado para inspeções visuais gerais é de US$ 1.190 por avião, enquanto as inspeções detalhadas com HFEC podem atingir US$ 1.360 por ciclo de inspeção.

Na América Latina, companhias como Copa Airlines, Aerolíneas Argentinas e GOL Linhas Aéreas operam frotas significativas da família 737 NG, principalmente o modelo -800.

Embora a regulamentação seja emitida pela autoridade dos EUA, as autoridades regionais costumam adotá-la obrigatoriamente para garantir a segurança operacional local. Comentários sobre a proposta podem ser enviados até 11 de junho de 2026.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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