Não é muito comum ver Londres ampliar sua terra firme – menos ainda engolindo um pedaço do Rio Tâmisa. Mas foi exatamente isso que aconteceu com a abertura do parque linear Bazalgette Embankment, em janeiro deste ano.
Com cerca de 250 metros de extensão, o novo espaço foi construído sobre um “super esgoto” montado recentemente na cidade. Erguido sobre uma área aterrada no rio, trata-se da maior estrutura desse tipo feita no Tâmisa nos últimos 150 anos.
Assim, a praça, uma espécie de “tampa” para a infraestrutura de saneamento básico, funciona como uma área de convivência e lazer, reunindo instalações artísticas e um maior contato com a natureza, tornando-se um novo espaço de contemplação para o próprio rio.
Por dentro da construção do parque
O Bazalgette Embankment nasceu a partir de uma grande intervenção subterrânea. A área foi criada para cobrir um dos pontos de acesso usados na construção do Thames Tideway Tunnel, um túnel de 25 km construído sob o Tâmisa, que vem transformando a forma como a capital britânica lida com o excesso de água da chuva e com o esgoto lançado no rio.

O Bazalgette é o sexto de sete novos pontos de convivência criados como parte desse projeto, após as aberturas em Putney, Chelsea, Vauxhall, Nine Elms e Victoria Embankment. A novidade inclui também áreas verdes, com mais de 70 mudas de árvores e arbustos. Entre a vegetação, ainda é possível ver algumas esculturas antigas em forma de leão.
As nuances de Bazalgette Embankment
Com a abertura do espaço, os londrinos passam a ter, pela primeira vez, a possibilidade de percorrer a margem norte do Tâmisa de Westminster até a Torre de Londres sem se afastar do curso d’água.
O parque também oferece uma vista aberta para bairros movimentados do outro lado do rio, como Waterloo e South Bank, o que faz dele um bom lugar para caminhar, descansar e observar a paisagem. Há ainda planos para a instalação de cafés e quiosques, o que deve tornar a visita ainda mais agradável.
Outro destaque são as esculturas pretas espalhadas pelo espaço, criadas por Nathan Coley. Além de visualmente interessantes, as peças foram pensadas para usos diversos e podem funcionar como assentos, palco para apresentações e até como cachoeira. É o caso de “Waterwall”, obra de 8,8 metros de altura que deve ganhar um fluxo de água, como uma cascata, e se tornar uma atração nos dias mais quentes, especialmente para as crianças.
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Fonte.:Viagen


