Um discurso do presidente Lula (PT) lido nesta sexta-feira (8) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, atribuiu as investigações sobre o Banco Master a “fraudes que tiveram início no governo anterior, e que só agora, no nosso governo, passaram a ser investigadas”.
A fala do presidente —que reforça a retórica em ano eleitoral de que o governo combate a corrupção e critica a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)— foi apresentada a uma plateia de policiais em evento de formatura de novos agentes, na Academia Nacional de Polícia, em Brasília.
Andrei disse que Lula não pôde comparecer ao evento, mas que pediu a ele que lesse o texto que tinha preparado para os formandos.
O discurso exalta a situação atual da PF em contraposição à da gestão anterior. Diz, por exemplo, que “o tempo de interferência em operações da PF, da troca de superintendentes e delegados para blindar familiares e aliados, ficou no passado”.
A Carbono Oculto, que apura a inserção do PCC (Primeiro Comando da Capital) na economia formal, é mencionada como uma operação contra pessoas que estão “em alguns dos endereços mais nobres do Brasil e do exterior e não têm mais a imunidade que tinham antes do nosso governo”.
“Pela primeira vez, o combate às facções chegou ao andar de cima, provando que os magnatas do crime organizado não estão nas comunidades da periferia”, diz o discurso do presidente.
Segundo Lula, “a Polícia Federal e o Brasil como um todo sofreram um duro revés desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff”, com “um longo período de retrocessos e mais retrocessos”.
“Quando voltamos à Presidência, demos início à reconstrução do Brasil. A segurança pública voltou a ser tratada como prioridade.”
A fala de Lula sobre o Banco Master destacou a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que foi deflagrada nesta quinta-feira (7) e teve como principal alvo o senador Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro de Bolsonaro.
Além de Andrei, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, também participou da cerimônia. Ambos estiveram na comitiva de Lula na visita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Antes dele, o ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski também discursou no evento. Em sua fala, disse que a PF é uma instituição de Estado, e não de governos.
Na cerimônia, 642 alunos foram formados para o cargo de agente da Polícia Federal.
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Fonte.:Folha de S.Paulo


