São treze temporadas em doze anos ininterruptos do reality mais longevo da TV brasileira — não deixou de ser produzido e exibido nem mesmo durante a pandemia. A fórmula não mudou e também não cansou o público. Continua assunto e entra nos trend topics do Twitter (ops!, X) toda noite de terça-feira, enquanto rola a exibição. Também bomba no YouTube, no Instagram e no TikTok. Mais uma vez os competidores — no total, são 24 postulantes ao troféu — entram em cena na cozinha mais cobiçada do Brasil para disputar o título do MasterChef Brasil 2026 para amadores.
A estreia será em 26 de maio na Band, às 22h30, com reprise sempre na sexta posterior, às 20h30, no canal pago Discovery Home & Health e na plataforma de streaming HBO Max.
Em clima de Copa do Mundo, os inscritos começam como quatro times de seis jogadores no primeiro dos dezenove episódios. Da peneira inicial, restarão apenas dezoito candidatos para a disputa por uma vaga na final, a partir do terceiro episódio.

As gravações, iniciadas em 14 de abril e com conclusão prevista para 23 de junho, prometem muitas surpresas. Acompanhei uma delas na terceira semana e conversei com a diretora Marisa Mestiço e o trio de jurados apresentadores Helena Rizzo, Erick Jacquin e Henrique Fogaça. Eles deram pinceladas do que poderá ser visto nesta temporada, que tem participantes para lá de animados. Portanto, a partir daqui minha reportagem pode trazer spoilers (ainda que de leve).

“Tem uma coisa que acho muito legal quando se faz reality shows: é você ver o Brasil numa potência macro”, antecipa Marisa. “Neste ano, as pessoas estão muito preparadas, com bastante energia. São personagens peculiares, que vieram mostrar algo além do que é a cozinha. Querem revelar paixão, elas querem mostrar o regionalismo.” Para a diretora, os competidores defendem o bairro onde vivem, os ingredientes que usam, o sotaque do lugar onde vivem.

Para Jacquin além de personagens muito interessantes, como tem acontecido em quase todas as temporadas do MasterChef, há pessoas que cozinham bem, embora a pressão diante das câmeras seja grande. “Hoje, um cara que entra aqui, se não traz um pouquinho de sobremesa e de chocolate, tem pouca chance de vencer. Então, ele tem que ter uma noção geral de cozinha, inclusive de confeitaria”, explica ele. “As provas chegam mais perto do profissional amador do que do amador. As pessoas estão muito mais preparadas porque têm um ponto de referência.”

É justamente o excesso de referências que pode ser um problema na visão de Helena. “A pessoa olha e vê muito de gastronomia, mas não coloca a mão na massa, não pratica. Então, tem a sensação de ter conhecimento sobre aquilo. E tenta dar um passo maior que as pernas. A cozinha é prática”, pontifica. Outro problema recorrente é o excesso de autoconfiança.
Nessa temporada, de acordo com os jurados, todos estão mais afiados. “Eles são muito competitivos. Também são engraçados. Tem cada figura”, revela Helena, que participa de sua sexta temporada. Ela garante que já dá para perceber quem serão os queridinhos do público, assim como aqueles que poderão despertar antipatia.
Entre os candidatos ao título, as tretas já estão rolando, como também atesta Fogaça. Embora acredite que as entregas estejam acima da média, o difusor do bordão “sentar na graxa” lembra que não adianta apenas cozinhar bem. “Tem que ter estratégia e equilíbrio emocional, em especial quando a gente bate pesado na devolutiva de um prato. Se o cara deixa se levar por isso, vai afundando na competição”, assegura.

Alguns nomes devem chamar a atenção do público e escaparam da boca dos entrevistados. Provavelmente, vão dar o que falar Jéssica, Aline, Rivaldo, Reinaldo, Patrick, Rodrigo… Entre os participantes — o mais novo tem 18 e o mais velho, 60 anos — existem representantes de oito estados. Não há estrangeiros como em edições anteriores, mas tem um engenheiro ambiental brasileiro residente na Austrália que resolveu vestir o avental masterchef e se aventurar na disputa. “Todos têm uma vontade muito eloquente de cozinhar”, sintetiza Marisa. Agora, é esperar a estreia no dia 26 e definir as torcidas. ■
Publicado em VEJA São Paulo de 15 de maio de 2026, edição nº 2995.
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Fonte.: Veja SP Abril


