10:38 PM
22 de maio de 2026

Vinícolas italianas apostam no Brasil e ampliam presença em feiras

Vinícolas italianas apostam no Brasil e ampliam presença em feiras

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Havia cerca de 5 000 rótulos para provar nos corredores montados no Fundaparque (Fundação Parque de Eventos).

Entre os dias 12 e 14 deste mês, o enorme complexo de eventos em Bento Gonçalves (RS) recebeu 7 000 pessoas interessadas em visitar estandes com mais de 400 marcas de vinhos — uma oportunidade para conhecer portfólios de diferentes regiões do país e do mundo e se conectar com gente do mercado.

No meio desse mar da bebida, um pavilhão de 32 estandes branquinhos chamava a atenção. Era a presença italiana, que cresceu nesta edição de uma das maiores feiras do gênero do Brasil — no ano passado, foram 23 vinícolas e importadoras do país mediterrâneo nesse espaço organizado pela ICE, Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas.

De estande em estande, foi possível provar de rótulos simplões a opções muito boas, como os chianti da La Sala del Torriano, que produz tintos de sangiovese com delicioso frescor, ou os tintos e, sobretudo, brancos da J. Hofstätter, no Alto Adige, com gewürztraminer e sauvignon blanc cheios de finesse.

Cerca de 70% das empresas não tinham importação para o Brasil. “Você conhece alguém que se interesse?”, perguntavam os produtores, em inglês ou italiano. Houve também masterclasses.

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Rótulos de masterclass no pavilhão italiano
Rótulos de masterclass: cerca de 70% das empresas não tinham importação para o Brasil (Mari Kowalski/Divulgação)

Na feira, organizada pela Milanez & Milaneze — que faz parte do grupo italiano Veronafiere, o mesmo que realiza a Vinitaly —, houve ainda outros esforços para divulgar rótulos italianos.

A KDS Food & Wines International, plataforma de negócios focada no mercado latino-americano, apresentou mais 22 vinícolas daquele país, enquanto um setor voltado à região de Friuli Venezia Giulia trouxe outros oito participantes, o dobro do ano passado.

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Em volume de produção, a Itália lidera o ranking mundial, com 47,4 milhões de hectolitroa elaborados em 2025, de acordo com a OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).

O país ocupa a quinta posição em valor entre os maiores exportadores de vinho para o Brasil, segundo do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços.

Não à toa, o mercado brasileiro tem mostrado potencial, e o governo italiano vem aumentando o investimento na divulgação de alimentos e bebidas em solo brasileiro.

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“No segundo semestre, nossa meta é trazer 100 vinícolas”, afirma Ronaldo Padovani, analista da ICE, sobre o road show I Love Italian Wines, que passa em setembro por São Paulo e outras capitais.

As notícias, para eles, têm sido boas. As exportações italianas ao Brasil aumentaram 13,9% em valor em 2025, na comparação com o ano anterior, segundo a ICE.

“Entre os produtos de entrada, há uma tendência de queda ao longo dos anos, enquanto os de maior valor agregado mostram potencial de crescimento”, diz Padovani.

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Publicado em VEJA São Paulo de 22 de maio de 2026, edição nº 2996.

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Fonte.: Veja SP Abril

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