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12 de junho de 2026

Coda: bar em casarão em Santa Cecília tem coquetelaria de alto nível

Coda: bar em casarão em Santa Cecília tem coquetelaria de alto nível

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Um casarão dos anos 1930 abriga, desde outubro, o Coda, um dos bares mais bonitos da região de Santa Cecília. O público se distribui pelo salão à meia luz com piso de madeira, com um atraente balcão de mármore rodeado de oito banquetas ou então em mesas pequenas e sofás.

Nesse espaço intimista, vale atentar ao corrimão e às portas de peroba-rosa, resquícios da antiga residência, e ao piano que vez ou outra é dedilhado.

Sócio do bar de coquetelaria, Ale D’Agostino sobe a régua e monta uma excelente carta que apresenta ótimos drinques, principalmente os mais alcoólicos, a especialidade dele, executados com precisão pelo bartender Lívio Poppovic. Mas também há opções mais frescas, também boas, como o pomelo (saquê, uísque, soda de grapefruit e Campari; R$ 56,00).

Dois homens sorridentes em um bar escuro. Um, de camisa azul e calça cáqui, segura um drink e se apoia no balcão de mármore. O outro, de camisa cinza e jeans, está sentado em um banco alto atrás dele. Prateleiras cheias de garrafas de bebida iluminadas ao fundo. Três bancos estofados em amarelo à frente do balcão.
Os bartenders Ale D’Agostino e Lívio Poppovic: do Coda (Ligia Skowronski/Veja SP)

Uma das tantas variações do tuxedo, o toni’s new tuxedo mescla cachaça branca, jerez fino, licor génépy e a bebida anisada Pernod (R$ 75,00), transmitindo toda essa diversidade de sabores num resultado seco no paladar.

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Para quem não curte o negroni, um coquetel classicamente desequilibrado, a alternativa é o chamado negroni floral (tequila, saquê, vermute bianco, aperitivo rosé, Campari e licor marasquino; R$ 58,00), delicado e com um agradável toque defumado. O senão vai para o tipo de gelo usado: em vez de um cubão maciço, a casa prefere adotar pedras menores, que diluem logo a mistura. Questão de posicionamento.

Copo de uísque com gelo e uma fatia de laranja, sobre uma mesa redonda de granito escuro, em um ambiente com pouca luz
Drinque oiled: opção do Coda (Ligia Skowronski/Veja SP)

Uma das maravilhas da coquetelaria paulistana, resgatada da carta do apothek, antigo bar de ale, o oiled (rum, amaro ramazzotti, jerez oloroso; R$ 80,00) surpreende: como uma dose tão pequena, servida sem gelo em um copo resfriado, pode trazer tanta complexidade?

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Entre umas e outras, convém manter o estômago cheio, e a cozinha tem boas razões para isso. O parmentier (R$ 57,00) é um escondidinho francês de rabada desfiada com purê de batata gratinado, servido em uma panelinha.

Avaliação: ÓTIMO (✪✪✪✪) 

Coda

Rua Barão de Tatuí, 223, Santa Cecília, telefone 99140-0667 (55 lugares). Tem acessibilidade. 
Das 18h às 0h (sex. 17h/1h; sáb. 12h/1h; dom. 12h/17h; fecha seg.).
Aberto em 2025.

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Publicado em VEJA São Paulo de 12 de junho de 2026, edição nº 2999.

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Fonte.: Veja SP Abril

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