O volante de Gana, Thomas Partey, não enfrentará o Panamá pela primeira rodada da Copa do Mundo, após ter seu pedido de visto para entrar no Canadá recusado, disse a Fifa (Federação Internacional de Futebol) na sexta-feira (12).
Neste sábado (13), o governo de Gana classificou a negativa ao jogador como “arbitrária e extremamente injusta”.
Gana estreia contra o Panamá na próxima quarta-feira (17), às 20h, no Estádio de Toronto. A CazéTV transmitirá a partida.
O Ministério das Relações Exteriores da nação da África Ocidental disse, em comunicado, acreditar que a decisão foi baseada em processos criminais pendentes no Reino Unido.
Partey, 32, ex-volante do Arsenal e atualmente no Villarreal, é acusado de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Ele nega as acusações.
O Ministério das Relações Exteriores de Gana disse que enviou uma nota oficial de protesto na quinta-feira (11) solicitando que o Canadá revisse sua decisão.
“Embora respeite o direito soberano do Canadá de aplicar suas leis de imigração, Gana considera que a dependência de acusações não comprovadas na ausência de uma determinação judicial levanta questões fundamentais de justiça e proporcionalidade”.
Na sexta, uma autoridade do Departamento de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá disse que o país tem sido consistente em afirmar que sediar grandes eventos não altera as leis de imigração.
“Cada pessoa que busca vir ao Canadá é avaliada individualmente, com base nos fatos disponíveis e na lei aplicável”, disse o porta-voz.
Partey está com o restante da seleção de Gana em Boston e estará apto a jogar as partidas seguintes do Grupo L, contra a Inglaterra, em 23 de junho, às 17h. A seleção africana volta a entrar em campo em 27 de junho, às 18h, contra a Croácia.
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A Fifa diz não se envolver nos processos de imigração dos países-sede. O mesmo argumento foi utilizado no caso do árbitro Somali, Omar Artan, cuja entrada foi barrada nos EUA.
Segundo membros do governo Trump, o juiz teria “associação com supostos membros de organizações terroristas”. Artan diz que não havia irregularidades com seu visto e que suas credenciais da Fifa estavam corretas.
De acordo com ele, as autoridades não apresentaram motivos para a sua recusa. Artan seria o primeiro árbitro da Somália a apitar uma edição de Copa do Mundo.
Com informações da Reuters
Fonte.:Folha de S.Paulo


