8:39 PM
19 de junho de 2026

Governo é acusado de adotar vacina da dengue sem Conitec

Governo é acusado de adotar vacina da dengue sem Conitec

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A oposição entrou com uma ação no TCU contra o governo Lula por incorporar a vacina da dengue do Butantan ao SUS sem análise prévia da Conitec. O questionamento surgiu após a suspensão do imunizante em junho de 2026, devido a reações graves e duas mortes sob investigação.

Qual é a principal acusação feita pela oposição no TCU?

O deputado Cabo Gilberto e o ex-ministro Marcelo Queiroga alegam que o Ministério da Saúde usou uma “via paralela” para incluir a vacina Butantan-DV no SUS. Segundo eles, o governo ignorou o rito legal que exige uma avaliação específica da Conitec sobre a segurança, eficácia e custos desse imunizante brasileiro antes de sua distribuição pública.

O que é a Conitec e por que ela é importante neste caso?

A Conitec é a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. É o órgão que analisa se um novo remédio ou vacina vale a pena ser pago pelo dinheiro público, checando se ele é seguro e se o preço é justo. A oposição afirma que, sem esse aval, a entrada da vacina foi irregular.

Como o Ministério da Saúde justifica a inclusão da vacina?

O governo rebate as críticas afirmando que a tecnologia da vacina (tetravalente atenuada) já havia sido aprovada quando a Conitec avaliou a Qdenga, da farmacêutica Takeda. Para o Ministério, a lei permite ampliar a oferta de produtos que usem a mesma base técnica já analisada, garantindo que o rito foi seguido conforme as normas vigentes.

O que o Instituto Butantan diz sobre a falta de avaliação específica?

O Butantan explica que, como sua vacina utiliza uma plataforma similar à Qdenga e possui custo menor para o SUS (sendo aplicada em dose única), não houve necessidade de uma nova análise detalhada. O Instituto reforça que o registro na Anvisa segue válido e que a suspensão atual é uma medida preventiva e temporária.

Por que o uso da vacina do Butantan foi suspenso recentemente?

A vacinação foi interrompida em 8 de junho de 2026 após o registro de 42 reações adversas graves e dois óbitos. Embora os casos ainda estejam sendo investigados para confirmar se há relação direta com o imunizante, a suspensão visa garantir a segurança da população enquanto as autoridades de saúde concluem as análises técnicas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Fonte. Gazeta do Povo

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