Crítica | SP
Bar Europa
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.333, Jardins, região oeste. @bareuropa_sp
Três estrelas (bom)
É agradável sentar em uma das mesas de fora do Bar Europa, nos Jardins, região oeste da capital paulista, e fazer um almoço preguiçoso acompanhado de uma taça de vinho. O lugar parece convidar a uma pausa.

Na quarta-feira, o prato do dia do Bar Europa era escalopinho com bavette
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Priscila Pastre/Folhapress
Aos moldes das casas-irmãs que ficam nas redondezas, a Adega Santiago, Taberna 474 e a Casa Europa, a caçula serve receitas bem-executadas e feitas com ingredientes de qualidade, sem grandes surpresas. O que é uma boa notícia para aqueles comensais mais conservadores ou uma alternativa interessante para o dia que você não quiser se arriscar por cardápios ousados.
A visita aconteceu num almoço de meio de semana, quando a clientela é majoritariamente formada por um pessoal que pode pagar caro por pratos simples. Os pastéis de queijo (R$ 49; quatro unidades) chegaram sequinhos. No recheio, o queijo mais borrachudo que cremoso não apetecia.
Então decidimos provar uma das conservas da casa. A de sardinhas (R$ 44) chega bonita, com quatro unidades carnudas e brilhantes. O que mais se destacava na boca era o azeite. De ótima qualidade, mas não exatamente o que se esperava da receita. Pequeninas porções de cebola caramelizada em cima de cada sardinha agregavam alguma acidez e dulçor. Mas em toques muito sutis.
A entrada veio acompanhada por uma porção generosa de pães feitos na casa. Quem se senta na área interna, aliás, tem a chance de acompanhar a produção das fornadas.
Para quem vai no horário do almoço, de segunda a quinta, é possível pedir o prato do dia a R$ 99. Na quarta-feira, era a vez do escalopinho com bavette. O cliente escolhe se quer essa massa passada na manteiga ou com molho de tomate. Optei pela primeira versão. A carne chegou vermelhinha por dentro e bem macia, um mérito quando se trata de um corte tão fino e, portanto, mais fácil de errar. A massa era fresca e com cozimento correto. Pena que, manteguda além da conta, pesou.
Já o fettuccine da casa (R$ 86) vem num bom molho pomodoro e com manjericão. Apesar de gostoso, também feito com massa fresca, não vale o custo-benefício.
O mesmo acontece com a sobremesa de crostata de frutas vermelhas (R$ 46). Paga-se mais pelas frutas do que por uma receita propriamente dita. Os morangos, amoras e mirtilos chegam frescos, e belamente organizados em um creme branco suave que lembra chantili sobre massa folhada. Vem com talheres, mas a melhor coisa mesmo é pegar com a mão e levar direto à boca, tomando o cuidado para a massa não esfarelar muito.
A taça de sorvete de creme (R$ 29) surge como uma opção mais em conta. Básico, acaba sendo uma boa pedida se for almoçar com as crianças nesse período de férias escolares. Elas se divertem derramando a calda quente de chocolate e sentindo na língua o contraste de temperaturas.
Apesar de ter inclinação para a cozinha italiana, inclusive com pizzas servidas para compartilhar a partir das 17h, o cardápio da casa tem outras possibilidades. A exemplo do picadinho (R$ 112), que vem com arroz, couve, farofa e ovo frito, o bacalhau na panelinha (R$ 189) e o polvo à lagareiro (R$ 169).
Ingredientes do mar, a propósito, ocupam boa parte do menu. E funcionam bem se a ideia for pedir um drinque e petiscar —com opções atraentes como moules et frites (R$ 98) e tatake de salmão com molho ponzu (R$ 78).
Fonte.:Folha de São Paulo


