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15 de julho de 2026

Casa Urich, restaurante no Rio, segue inabalável – 14/07/2026 – Restaurantes

Casa Urich, restaurante no Rio, segue inabalável – 14/07/2026 – Restaurantes

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CRÍTICA | RJ
Restaurante Casa Urich
R. São José, 50 A, região central, Rio de Janeiro. @casaurich
Cinco estrelas (Ótimo)

Novidades gastronômicas são sempre bem-vindas e, desde o fim da pandemia, o Rio passa por uma fase de abundância para todos os gostos. Algumas ótimas, outras decepcionantes. É aí que entra a segurança de voltar à Casa Urich, no centro da cidade.

Adentrar o belíssimo salão azulejado do restaurante de comida alemã e ser saudada pelos garçons de gravatinha borboleta é mais ou menos como pedir um Uber e ter a confirmação de que sua motorista será uma mulher. Nós, mulheres, sabemos. Bate um certo alívio e a sensação de que as chances de a jornada transcorrer sem sobressaltos aumentam exponencialmente.



Schnitzel com salada de batata e crisps de bacon do restaurante Casa Urich, no Rio de Janeiro


@casaurich no Instagram

Foi assim que me senti nas duas últimas visitas ao endereço, que desde 1913 serve generosos e honestos pratos típicos germânicos, como o schnitzel (carne de porco à milanesa), mais fininho que o habitual por ser feito com a carne moída, e não batida. Ele vem com salada de batata, ovo e pedaços de bacon (R$ 54). Tudo saboroso, nos conformes, sem deslizes.

O vasto menu traz, dos aperitivos às sobremesas, o receituário tradicional da cozinha alemã, com direito a croquete de carne de recheio cremoso (R$ 11,50), perfeito com a mostarda escura que o garçom traz sem que seja preciso pedir, assim como o azeite e o molho de pimenta (outro ponto para o pessoal do salão).

As salsichinhas mistas (R$ 47) são mais um petisco interessante —e, ao contrário dos croquetes, com poucos concorrentes no Rio. A porção, boa para compartilhar, é ladeada por uma cesta de pão e traz duas opções das versões vermelhas, e a weisswurst, branca. Elas se complementam em diferentes níveis de tempero e picância e, nessa hora, o chope escuro (R$ 12), que anda rareando nos bares da cidade, é tudo o que você deve pedir.

Nem só de comida alemã se faz o cardápio da Casa Urich. Entre pedidos como o gostoso kassler defumado com chucrute e salada de batata com aipo e roquefort (R$ 76) e o joelho de porco (eisben) com batata sauté e chucrute, que tem um vasto fã-clube, o restaurante também aposta em receitas brasileiras.
Há alternativas como o excelente bobó de camarão com arroz e farofa de dendê (R$ 69).

Ah, mas vai comer bobó no restaurante alemão? Sim. E recomendo com veemência. Estava melhor do que muitos que já provei até em casas de cozinha baiana.

O filé à francesa (R$ 89) também merece elogios não só pela carne, que faria bonito em qualquer churrascaria, mas também pela guarnição —claramente feita na hora, quentinha. Quem já comeu uma requentada, com batatas murchas e cebolas praticamente cruas, concordará comigo.

Nesse almoço, cedi ao clamor popular e provei a língua ao molho madeira com purê e ovos fritos (R$ 52). Ela voltou ao cardápio em 2024, quando cariocas festejaram seu retorno em posts emocionados, exaltando a importância desse prato até em suas formações como seres humanos. Achei realmente muito bom. Não vou recorrer ao clichê da comida que conforta, mas é por aí.

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Outro trunfo é o apfelstrudel (R$ 29). A casa não conta o segredo do creme que o acompanha, consistente e sem um pingo de açúcar a mais. Também não dá detalhes do folheado com maçã e passas brancas. É uma das melhores sobremesas do Rio e o gran finale de refeições memoráveis.





Fonte.:Folha de São Paulo

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