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17 de julho de 2026

‘Brasil tem de parar de se gabar’ no futebol e ‘descer do salto’, diz biógrafo escocês de Pelé

‘Brasil tem de parar de se gabar’ no futebol e ‘descer do salto’, diz biógrafo escocês de Pelé

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A foto em preto e branco mostra Pelé sendo carregado nos ombros por uma multidão dentro de um estádio lotado. Sem camisa e usando um grande sombrero, ele ergue o dedo indicador enquanto sorri para o público, cercado por torcedores, fotógrafos e seguranças. Ao fundo, as arquibancadas completamente cheias e os painéis de publicidade reforçam o clima de celebração após uma partida.

Crédito, Monte Fresco/Mirrorpix via Getty Images

Legenda da foto, Pelé celebra vitória do Brasil sobre a Itália no estádio Azteca, no México, em 21 de junho de 1970

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O jornalista escocês Andrew Downie teve o privilégio de testemunhar a alegria do Brasil quando o país venceu a Copa do Mundo pela última vez, em 2002. Àquela época, ele vivia entre Rio de Janeiro e São Paulo e era correspondente de jornais de relevo internacional, como o americano The New York Times, o britânico The Guardian e a agência de notícias Reuters.

Foi nesse período que o jornalista estreitou seus laços com o futebol brasileiro, o que mais tarde lhe renderia dois de seus principais trabalhos: as biografias de Sócrates (Doutor Sócrates) e de Pelé (Epic), escritas a partir de centenas de entrevistas com personagens que marcaram a história do esporte.

Com a mesma honestidade com que admite que a seleção de seu país — a Escócia, derrotada pelo Brasil na fase de grupos — “é ruim”, ele afirma que tanto o torcedor quanto o jogador brasileiro deveriam parar de se escorar nas cinco estrelas que ostentam na camisa verde e amarela.

“O brasileiro precisa aprender que não é mais referência. É preciso parar de se gabar de ser pentacampeão, porque isso não importa para a Noruega, o Japão, a Argentina ou para quem quer que esteja jogando contra o Brasil. Eles não têm mais medo do Brasil”, diz Downie, por videoconferência, à BBC News Brasil.

“O que importa no próximo jogo é o jogador e o esquema tático. Ter ganhado cinco títulos é um fato histórico, mas realmente não é relevante hoje.”



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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