
Sobrou quase nada do antigo cardápio do Clandestina. A chef Bel Coelho promove a maior reconfiguração de receitas desde a abertura do restaurante, dois anos atrás.
As mudanças são inspiradas pelo duo de livro e documentário Floresta na Boca – Amazônia, lançado durante a COP 30, e por um passeio culinário por outros pontos do país.
O único exemplo amazônico é o risoto de beterraba (R$ 62,00), pedida vegetariana com a hortaliça defumada e cozida em caldo aromatizado com semente de puxuri, com queijo de ovelha, erva-doce e castanha de pequi fornecida por mulheres do povo Khsêtjê, no Xingu.
O porco aparece em duas entradas, o croquete com ora-pro-nobis na companhia de chutney de abóbora e amburana (R$ 42,00) e o dim sum siu mai com PANCs e dashi de cambuci (R$ 45,00).
Entre os pratos principais, o peixe grelhado com efó de quiabo (R$ 102,00) vem com purê de pupunha, camarão seco, castanha, amendoim, azeite-de-dendê e molho de coco com gengibre.
Há ainda a alcatra de gado curraleiro curada com mandioquinha, coalhada de ovelha e salada de rabanete (R$ 137,00).
A seção de sobremesas traz agora curau vegano de milho crioulo (R$ 45,00) do Projeto Crioulo de Minas Gerais, iniciativa dedicada ao resgate de grãos ancestrais. Leva ainda coco, pipoca de amburana, sorbet de goiaba e de milho.
Clandestina
Rua Girassol, 833, Vila Madalena, tel. 94145-9589. Tem acessibilidade. $
Publicado em VEJA São Paulo de 24 de julho de 2026, edição nº 3005.
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Fonte.: Veja SP Abril


