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28 de julho de 2026

Polvo Marisqueria oferece bons frutos do mar no RJ – 28/07/2026 – Restaurantes

Polvo Marisqueria oferece bons frutos do mar no RJ – 28/07/2026 – Restaurantes

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Rio de Janeiro


Crítica | RJ
Polvo Marisqueria

R. Dezenove de Fevereiro, 194, Botafogo, Rio de Janeiro. @polvomarisqueria
Três estrelas (bom)

Apesar dos mais de mil quilômetros de litoral fluminense, é uma raridade encontrar restaurantes de frutos do mar com bom custo-benefício no Rio. Difícil comer peixe fresco ou um prato à base de moluscos ou crustáceos por menos de três dígitos. O Polvo Marisqueria consegue esse feito em algumas opções, com destaque para o menu-executivo.

Não conheço outro lugar na cidade onde seja possível pagar R$ 59 por um bem executado e bem servido arroz com mexilhões. Em minha primeira visita à casa, essa foi a escolha —e fiquei bem satisfeita.



Arroz de polvo da Polvo Marisqueria


Cleo Guimarães/Folhapress

O arroz lambe-lambe (esse é seu nome) é cozido no caldo de moluscos com casca e sem casca e preparado com sofrito (o refogado que é base aromática essencial na gastronomia espanhola), leite de coco, gengibre, coentro e açafrão. Muito acima da média e, analisando friamente, apenas um pouquinho mais caro do que, por exemplo, um combo do McDonald’s. Olha que coisa.

Eu estava sozinha em minha estreia no Polvo Marisqueria e fiquei só nesse prato, bastante promissor. Por isso, deixei para provar algumas opções de entrada e principais quando retornasse.

Importante salientar a diferença entre os dois ambientes da casa. O térreo, apesar de barulhento e com mesas muito próximas (a ponto de eu saber dos planos do casal ao lado para o Rock in Rio), tem serviço mais ágil, enquanto no segundo andar, onde me sentei sozinha para um almoço tardio, me senti meio esquecida pelo garçom no salão quase vazio e ainda recebi a bebida errada.

As comidas da chef sergipana Monique Gabiatti fazem relevar pequenos deslizes, e o atendimento no retorno foi dos mais atenciosos. Monique nasceu em Aracaju e morou em Maceió e Salvador antes de se mudar para o Rio. Vem daí sua intimidade com tudo o que vem do mar, e ela mistura com competência suas influências nordestinas com a gastronomia da Península Ibérica.

O lagostim à Ramiro (R$ 79), uma homenagem à gloriosa cervejaria lisboeta, não deixa nada a dever ao original português. Os lagostins grelhados são servidos com molho de azeite, manteiga, alho e salsa. Um ingrediente a mais seria desnecessário.

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A criatividade vem em outras opções, como o refrescante salpicão de caranguejo catado com emulsão de abacate e ovas de capelin (R$ 72). Tarteletes crocantes acompanham, fazendo as vezes de torradinhas.

O cardápio já indica a procedência de alguns insumos, como as lulas e as vieiras de Arraial do Cabo, na região dos lagos. Os caranguejos da entrada vêm de Guaratiba, na zona oeste do Rio. Vale como um atestado de qualidade e frescor, espécie de ISO 9000.

As delicadas vieiras gratinadas com fonduta de couve-flor e bottarga da casa (R$ 71) foram meu próximo passo, seguidas da espetada terra e mar (R$ 59), com lulas e barriga de porco sequinhas e crocantes no espeto, sobre um saboroso homus de feijão-vermelho.

Infelizmente eu já não tinha fome suficiente para, mesmo acompanhada, provar o polvo inteiro (R$ 259), glaceado no próprio caldo com batatinhas ao murro. Experimentei então o arroz de polvo (R$ 98). Feito com óleo de tomate e sofrito, ele leva pedacinhos de paio e brócolis tostado e faz aumentar a vontade de provar o polvão inteiro. Mas para isso é preciso ser comedido nas entradas, o que não consegui.





Fonte.:Folha de São Paulo

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