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- Author, Sofia Ferreira Santos
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Cuba representa uma “ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos e a probabilidade de um acordo pacífico “não é alta”, afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Rubio disse que a preferência de Washington era “uma solução diplomática”, mas alertou que o presidente Donald Trump tinha o direito e a obrigação de proteger seu país contra qualquer ameaça.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou Rubio de “mentiras” e disse que a ilha nunca representou uma ameaça aos EUA.

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Em entrevista coletiva na quinta-feira (21/5), Rubio disse que a diplomacia “continua sendo nossa preferência com Cuba”, mas acrescentou: “Sendo honesto, a probabilidade disso acontecer, considerando com quem estamos lidando agora, não é alta”.
Ele também acusou Cuba de ser “um dos principais patrocinadores do terrorismo em toda a região”, o que Rodríguez negou veementemente em uma postagem no X.
O ministro das Relações Exteriores cubano criticou Rubio por tentar “instigar uma agressão militar” e acusou o governo dos EUA de atacar seu país “de forma implacável e sistemática”.
Cuba sofre com uma crise de combustível agravada por um bloqueio de petróleo dos EUA, enquanto está sob pressão do governo Trump para fechar um acordo.
Rubio disse que o país aceitou uma oferta dos EUA de US$ 100 milhões (R$ 500,5 milhões) em ajuda humanitária.
Trump tem discutido abertamente a derrubada do regime comunista de Cuba. A acusação formal de quarta-feira contra o ex-presidente cubano é vista por alguns como uma reminiscência da prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro por Trump em janeiro.
Questionado por repórteres se e como seu governo traria Castro aos EUA para enfrentar as acusações, Rubio respondeu: “Não vou falar sobre como vamos trazê-lo para cá. Se estivéssemos tentando trazê-lo, por que eu diria à mídia quais são nossos planos?”.
O procurador-geral interino Todd Blanche, que anunciou as acusações em Miami na quarta-feira, disse que os EUA “esperam que ele apareça aqui, por vontade própria ou de outra forma”.
Na quinta-feira, Rubio também anunciou que os EUA prenderam Adys Lastres Morera, irmã de um dos principais funcionários de um conglomerado cubano controlado pelos militares que detém a maior parte dos setores mais lucrativos da economia do país.
Morera estava morando na Flórida “enquanto também auxiliava o regime comunista de Havana”, alegou Rubio. Ela foi presa pela imigração e permanecerá sob custódia aguardando o processo de deportação.
Ao conversar com repórteres no Salão Oval, Trump disse que Cuba era um “país falido” e que seu governo estava tentando ajudá-los “em bases humanitárias”.
Ele disse que os cubano-americanos “querem voltar para seu país” e ajudar Cuba a ter sucesso. “Outros presidentes analisaram isso por 50, 60 anos, tomando alguma providência, e parece que serei eu quem fará isso, então ficarei feliz em fazê-lo”, finalizou Trump.
Fonte.:BBC NEWS BRASIL


