Fake news
“CNDH pede que Nikolas Ferreira seja investigado por dizer que professores exibem pornografia em aula” (Mônica Bergamo, 26/4). Mais uma temporada de polêmicas e fake news com o propósito de aparecer e conquistar votos de inocentes. Deveríamos substituir o termo “fake” por mentira mesmo. É mais compreensível para todas as camadas da população.
Maria Eloisa Montero Miguez (São Bernardo do Campo, SP)
As pessoas precisam responder pelo que dizem. A imunidade parlamentar não se presta à difamação: ou se prova o que diz ou sofre as consequências.
Rodrigo Veloso (São Paulo, SP)
Domiciliar
“Bolsonaro completa um mês em casa com filmes, cachorros e Michelle confinada em rotina de cuidados” (Política, 26/4). No Brasil, cadeia só para pobres, negros e periféricos. Um escárnio!
Felipe Macedo (São João del Rei, MG)
Muitos brasileiros não têm condições de comprar nem uma cadeira de banho para lavar seus entes queridos em casas precárias, não conseguem trabalhar pois precisam dar comida na boca, trocar fraldas, fazer curativos… E ninguém se importa! Michele dar um remédio é sobrecarga, com empregada em casa fazendo tudo?
Rose Garcia (São Paulo, SP)
Em casa ou não, Bolsonaro é um presidiário. Quem quer outras companhias que não cometa crimes!
César de Oliveira Lima (Salvador, BA)
O que a Folha pensa
A Prefeitura de São Paulo informa que, em relação ao editorial “Rachaduras na moradia social” (Opinião, 25/4), não há brecha na legislação urbanística para conversão de moradia popular para outros usos. Qualquer alteração exige cumprimento integral das normas, com adequações de projeto, pagamento de outorga e taxas, sob pena de sanções. Vale destacar ainda que empreendimentos sob investigação não terão pedidos aprovados. A gestão também tem avançado na apuração e repressão de fraudes, com aplicação de multas.
Elisabete França, secretária municipal de Urbanismo e Licenciamento (São Paulo, SP)
Guerras
“Irã culpa EUA por fracasso das negociações de paz e envia chanceler à Rússia” (Mundo, 27/4). Putin aproveita a guerra para lucrar com o petróleo mais caro. Por enquanto, o bloqueio de Hormuz favorece a Rússia. Já a China tem prejuízo, com impacto direto no seu crescimento. Dois aliados do Irã em posições antagônicas.
Reinaldo Braga (Salvador, BA)
Me parece que a dinâmica da negociação está normal. O Irã não negou que deixou a questão nuclear de lado, e é óbvio que será impossível um acordo sem resolver a questão. A lógica do país parece ser prolongar o impasse para o preço do petróleo subir.
Andre Lunardelli (Goiandira, GO)
Como a política é suja, surgem os heróis de conveniência (“Putin diz que fará ‘tudo’ para alcançar a paz em encontro com chanceler iraniano“, Mundo, 27/4). Putin não aceitou nenhum acordo de paz para dar fim à guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia. Agora quer se promover com lacração?
Jair Pereira (Medianeira, PR)
Traumas
“Crianças de Gaza voltam a sorrir em oficinas terapêuticas com animais” (Equilíbrio, 27/4). Como é bom ver o sorriso de uma criança. E com um animalzinho no colo! Ao menos um alento para a tristeza de vida que essas crianças estão vivendo. Fome, desamparo e perda de suas famílias é o que elas presenciam no dia a dia. De cortar o coração.
Ruth Miyamoto (Indaiatuba, SP)
Melhores do século
“Conheça os melhores livros brasileiros de não fi cção do século 21, segundo júri convidado pela Folha” (Ilustríssima, 25/4). O título adequado seria “Os melhores livros de ciências socias e biográficos do início do século 21”. Ciências naturais e matemática brilham por sua quase ausência. Falta de qualidade ou simples refl exo de um júri um tanto enviesado?
Eric Maheu (Salvador, BA)
Por favor, Folha, disponibilize uma lista organizada por tema. Assim podemos usá-la no futuro para orientar aquisições e leituras.
José P. S. Pereira (Florianópolis, SC)
Oportunidade de viver
“Homem com câncer decide fazer velório em vida: ‘Não estou desistindo, quero viver o máximo’” (Morte Sem Tabu, 24/4). Li a entrevista com admiração e respeito. Considero lúcida e corajosa a recusa em ser um “morto-vivo”, reafi rmando-se como protagonista de sua vida. Em uma linda crônica, Rubem Braga escreveu sobre o seu velório, imaginando amigos indo ao boteco e brindando: “Ele só não está aqui porque não pode.” O senhor resolveu o problema. Que tenha ainda muitos velórios, e que, no último, seja recebido com muita luz na próxima dimensão.
Maria Ester de Freitas (Guarujá, SP)
Admiro a sabedoria de Tiago! Infelizmente, tratamos a morte como um grande tabu e queremos fugir do assunto a qualquer custo. Encarar a realidade e aceitá- -la é abraçar a vida. Desejo a ele um ótimo velório em vida!
Marina Menezes (Belo Horizonte, MG)
Fonte.:Folha de S.Paulo


