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17 de maio de 2026

Bienal de Veneza: Adriana Varejão critica rótulo imposto a artistas latinos — ‘Há cobrança para que a gente faça arte política’

Bienal de Veneza: Adriana Varejão critica rótulo imposto a artistas latinos — ‘Há cobrança para que a gente faça arte política’

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Adriana Varejão, uma mulher de cabelos longos e ondulados, posa de braços cruzados diante de uma instalação artística que remete a carne e vísceras expostas, em tons intensos de vermelho e rosa. Ao fundo, azulejos claros contrastam com a obra orgânica e dramática, criando uma imagem que mistura delicadeza e impacto visual.

Crédito, Patrícia de Melo Moreira/AFP via Getty Images

Legenda da foto, A artista plástica Adriana Varejão em abertura de mostra em Lisboa em 2025

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É caminhando sobre o fio de uma navalha que Adriana Varejão, ao lado de Rosana Paulino, construiu o pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza, a mostra de arte mais importante do mundo, que abriu suas portas no último fim de semana.

Esta tem sido considerada uma das edições mais controversas do evento em seus mais de cem anos, depois que a organização anunciou a reabertura do pavilhão da Rússia, lacrado desde 2022, após a invasão do Kremlin à Ucrânia.

O conflito se intensificou após a organização da Bienal ignorar os artistas que pediam retaliação a Israel por ter, junto dos Estados Unidos, iniciado uma guerra contra o Irã. Os iranianos, aliás, se retiraram do evento.

O presidente da mostra, Pietrangelo Buttafuoco, disse na semana passada que é contra a censura a qualquer artista ou país. Isso levou o júri da mostra, liderado pela brasileira Solange Farkas, a pedir demissão às vésperas da abertura.

O evento promove então uma votação pública para eleger seus vencedores, mas parte dos artistas e países se recusa a receber o Leão de Ouro, a láurea máxima das artes visuais, equivalente ao Oscar no cinema ou ao Nobel na literatura.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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