O futuro do negroni é agora. Pelo menos na Campari Bartender Competition 2026, cuja final rolou no Rio de Janeiro na segunda-feira (8).
Três bartenders tiveram a missão de imaginar como o coquetel criado há mais de um século na Itália pode continuar relevante nos próximos 100 anos.
Os negronis recriados foram servidos durante a final do campeonato, realizada no bar Casa Camolese, no Jockey Club do Rio de Janeiro.
O evento reuniu especialistas em bebidas, profissionais do mercado de bares e jornalistas.
Os três finalistas da competição, que tiveram a missão de fazer uma releitura do clássico sem perder de vista aquilo que o transformou em um dos drinques mais influentes da história da coquetelaria, foram: Cassiano Melo, do Spirit Copa Bar, no Hotel Fairmont do Rio de Janeiro; Karen Silva, do Chika, em Belo Horizonte; e Pablo Mello, do Ruffo, em Jaboatão dos Guararapes (PE).
Servir os coquetéis fez parte do desafio final do CBC, o Negroni (R)Evolution.

Quem convenceu o júri de que tinha a visão mais interessante para o futuro do negroni — e que apresentou a mistura que agradou mais o paladar — foi Cassiano Melo. O coquetel dele, chamado cíclico, combinava Campari, gim zero reestruturado — sim, o futuro é de ter um menor consumo de álcool —, jerez com cambuci, bitter de amburana e spray de mezcal com conhaque de alcatrão. Foi o mais complexo dos três, com bem-vindas notas salinas.
Também foi apresentado na noite o gênesis, de Karen Silva, feito com Campari, gim, vermute tinto e garapa defumada com especiarias. Mais adocicado, o líquido reduziu a presença alcoólica trocando parte do gim pelo caldo de cana.
Sem buscar diminuir a graduação alcoólica, mas apostando em ingredientes nacionais, Pablo Mello criou sua versão com Campari com infusão em amburana, gim com infusão em priprioca, vermute de cacau clarificado, cordial de acerola e mel de jataí, numa profusão de sabores em que predominavam os aromas amadeirados.
“É um desafio muito grande fazer uma releitura de um coquetel tão clássico, tão estruturado, mas trazendo a sua personalidade, trazendo algo do local de onde você vive, isso tudo é muito incrível”, comentou a bartender Jessica Sanchez, uma das juradas da noite, junto com Bianca Lima e Rennan Correa.
Na hora do anúncio, o campeão foi ovacionado pelos colegas cariocas e foi às lágrimas. Também houve uma votação do público durante a noite e quem levou esse prêmio foi, novamente, Cassiano.
Nesta sexta edição da competição, bartenders de diferentes regiões do país participaram das etapas classificatórias até a definição do trio de finalistas.
O vencedor, além do prêmio de R$ 20 mil, garantiu uma vaga na final latino-americana do campeonato, que acontece no México.
Ah, é bom lembrar que os coquetéis apresentados pelos três finalistas também passarão a integrar a programação da Negroni Week 2026. Ela acontece em setembro, em bares de diferentes regiões do país.
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Fonte.: Veja SP Abril


