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12 de junho de 2026

Cão que recebeu ajuda no passado volta a cruzar o caminho de jovem e ganha um lar de vez

Cão que recebeu ajuda no passado volta a cruzar o caminho de jovem e ganha um lar de vez

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O relato sobre a trajetória de Théo, cão resgatado em Caraguatatuba, ajuda a jogar luz sobre um tema que afeta milhares de animais no país: as doenças transmitidas por carrapatos e a importância do atendimento veterinário rápido. A história envolve resgate de animal abandonado, diagnóstico inicial equivocado, tratamento prolongado e um vínculo construído a partir de situações de risco e incerteza, evidenciando também o peso emocional e financeiro que tutores assumem ao acolher um animal em situação de vulnerabilidade.

Como foi o resgate na rua e o primeiro atendimento veterinário

Théo, um cachorro sem raça definida e de pequeno porte, foi encontrado vagando por uma avenida movimentada de Caraguatatuba em maio de 2025. Assustado e sem tutor identificado, passou a seguir o casal que passeava com outro cão da casa, demonstrando busca por referência e segurança.

Sem estrutura imediata para acolhê-lo, os responsáveis contaram com o apoio de um trabalhador local, que se dispôs a mantê-lo sob guarda temporária. Em julho de 2025, com o cuidador hospitalizado, o cachorro foi localizado em condição frágil, com sinais de desnutrição e sangue nas fezes, o que levou à suspeita inicial de parvovirose em um pronto atendimento veterinário.

O relato sobre a trajetória de Théo, cão resgatado em Caraguatatuba, ajuda a jogar luz sobre um tema que afeta milhares de animais no país – Instagram / @rahianedonato

O que é a doença do carrapato em cães e o que aconteceu com Théo

Com a piora e a persistência dos sintomas, Théo foi levado a uma clínica veterinária particular, onde exames detalhados indicaram hemoparasitose, a chamada doença do carrapato em cães. Trata-se de uma enfermidade causada por parasitas transmitidos por carrapatos, que atacam principalmente plaquetas, glóbulos vermelhos e a medula óssea.

No caso de Théo, os exames mostraram plaquetas em torno de mil e hematócrito extremamente baixo, índices compatíveis com risco iminente de vida. Para tentar reverter o quadro, foi indicada transfusão de sangue emergencial, sendo necessário trazer hemocomponentes de um banco de sangue canino em outra cidade por falta de estoque local.

Quais são os principais riscos e sinais da doença do carrapato

O caso de Théo evidencia que a exposição contínua a carrapatos, somada ao histórico de abandono e falta de prevenção, aumenta muito o risco de doença grave. Reconhecer precocemente os sinais é essencial para buscar ajuda veterinária antes que ocorram danos severos à medula e aos órgãos.

  • Fatores de risco: exposição a carrapatos, ambientes com alta infestação, falta de prevenção e histórico de abandono.
  • Sintomas comuns: apatia, febre, perda de apetite, sangramentos, mucosas pálidas e perda de peso progressiva.
  • Complicações possíveis: anemia severa, queda de plaquetas, alterações neurológicas, falência de órgãos e risco de óbito.

Como foi o tratamento da doença do carrapato no caso de Théo

Após a transfusão inicial, houve melhora temporária, mas os exames de controle mostraram nova queda das células sanguíneas, indicando falha na produção pela medula. A veterinária responsável montou então um protocolo mais complexo, com apoio remoto de uma hematologista veterinária, para tentar recuperar gradualmente a função medular.

O tratamento incluiu visitas diárias para aplicação de hormônios injetáveis, exames de sangue semanais, uso prolongado de medicações orais (como antibióticos e corticoides) e monitoramento rigoroso em casa. Em dezembro de 2025, os índices sanguíneos se estabilizaram, permitindo alta da hematologia e manutenção apenas em acompanhamento periódico, ainda com restrição de vacinas e passeios extensos, além da recomendação de uso contínuo de antiparasitários para reforçar a prevenção.

O que o caso de Théo ensina sobre adoção e cuidado responsável

A história de Théo mostra que a adoção de animais resgatados pode envolver desafios além do acolhimento e da alimentação. A família arcou com consultas, exames especializados, internações, transporte de sangue, medicações e o desgaste emocional de lidar com um quadro instável, reforçando a necessidade de planejamento antes de adotar.

O caso também ressalta o papel de diferentes atores na proteção animal: tutores, trabalhadores locais, clínicas populares, hospitais veterinários, bancos de sangue e especialistas que atuam em rede. Hoje, Théo vive em ambiente doméstico controlado, com rotina adaptada para preservar a medula óssea, enquanto sua trajetória reforça a importância da prevenção contra carrapatos, do uso regular de produtos antiparasitários e da revisão do diagnóstico sempre que o tratamento inicial não traz a resposta esperada.





Fonte. MG.Superesportes

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