12:54 PM
29 de julho de 2026

Débora enfrenta falhas na tornozeleira e o drama do “adeus” diário

Débora enfrenta falhas na tornozeleira e o drama do “adeus” diário

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Depois de o ministro Alexandre de Moraes solicitar informações com urgência à Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) sobre o monitoramento eletrônico de Débora Rodrigues dos Santos — conhecida como “Débora do Batom” —, defesa e familiares garantem que a moradora de Paulínia, São Paulo, segue sem sair de casa, cumprindo rigorosamente as regras da prisão domiciliar. Segundo eles, a cabeleireira enfrenta falhas na tornozeleira, cansaço e a tristeza de conviver diariamente com o “adeus”.

Ela foi sentenciada a 14 anos de pena por participar nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando escreveu a frase “Perdeu, Mané”, com batom, na estátua em frente ao STF. Débora passou dois anos no cárcere — longe dos filhos pequenos, na época com 5 e 8 anos — e obteve prisão domiciliar em 28 de março de 2025, quando voltou a abraçar as crianças. No entanto, não pode levar os filhos ao parque, à escola ou viajar em família.

“Um dia de cada vez. É assim que ela vai vivendo”, relata a irmã Cláudia Rodrigues, ao comentar que, nestas férias de julho, por exemplo, o esposo de Débora teve oportunidade de levar o Caio e o Rafinha para visitar parentes no Paraná, mas a mãe precisou ficar em casa, sozinha, devido às regras estabelecidas pelo uso da tornozeleira eletrônica. “Ela que, apesar da tristeza, incentivou os filhos a irem, porque eles não queriam deixar a mãe.”

Sem poder sair do portão, Débora convive diariamente com as despedidas, e sua família percebe como ela sente falta de viver momentos comuns. “Já aconteceram duas apresentações de dia das mães desde que a Débora veio para casa, por exemplo, mas em nenhuma ela conseguiu prestigiar os filhos”, lamenta Cláudia.