8:07 PM
6 de agosto de 2026

Defesa de vice de Flávio pede que PGR acelere exame de DNA que afastaria suspeita de estupro

Defesa de vice de Flávio pede que PGR acelere exame de DNA que afastaria suspeita de estupro

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) pediu à PGR (Procuradoria-Geral da República) que acelere a realização de um exame de DNA que afastaria a suspeita de que ele tenha cometido estupro de vulnerável.

O material genético do deputado foi coletado em 23 de abril, após uma decisão judicial de primeira instância em Alagoas, que atendeu a um pedido do próprio parlamentar. A defesa disse à PGR que a prova científica é o que vai demonstrar que a suspeita é “falsa, descabida e acintosa”.

Um requerimento semelhante ainda será feito ao ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A equipe jurídica de Gaspar quer que o magistrado, relator do pedido de investigação feito pela PF (Polícia Federal), fixe um prazo de 72 horas para a realização do exame.

A PF fez o encaminhamento ao Supremo depois que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) apresentaram uma notícia-crime contra Gaspar, solicitando que a suspeita de estupro fosse apurada.

Gilmar enviou o pedido para a PGR, a quem cabe pedir a abertura formal de investigação contra autoridades com foro especial. Antes de definir sua posição, porém, o órgão pediu diligências. Uma das providências foi direcionada à senadora, para que ela dê mais elementos sobre a acusação.

Os parlamentares governistas alegam que há “registros documentais e conversas” que indicam, em tese, “a prática do crime de estupro de vulnerável contra uma menina que, ao tempo dos fatos, contava 13 anos de idade”. Ainda segundo Lindbergh e Soraya, dessa suposta relação nasceu uma criança.

Nesta quinta-feira (6), Gaspar disse a jornalistas que esse foi um “ataque criminoso” feito por seus opositores no momento em que ele atuava como relator da CPI (comissão parlamentar de inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

“O que cabe a um cidadão de bem com o crime mais infame que pode ser atribuído a um homem de honra? A indignação. Refuto com veemência. É uma acusação criminosa. E como se rebate isso? Cientificamente”, afirmou o candidato a vice-presidente.

“Gilmar nem gosta de mim, é uma pessoa que não me olha com bons olhos porque na CPI fiz críticas ao STF, mas eu tenho o maior respeito. O caso está nas mãos da pessoa certa, é o decano da corte, e eu estou inteiramente à disposição.”

Na mesma reunião com jornalistas, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, disse que a estratégia política do partido para lidar com o desgaste será “a verdade”. “A gente quer que essa espada colocada na cabeça do nosso candidato seja retirada.”

A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que representa Gaspar, disse no pedido à PGR que o exame de DNA é uma prova decisiva para enterrar essas alegações. “O vínculo genético é o único elemento objetivamente verificável. Não depende de nada -nem de versão, nem de testemunha, nem de conveniência. Ele é o que é.”

A coordenadora-geral jurídica da campanha de Flávio e Gaspar diz que vai pedir audiências com Gilmar, com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para tratar do tema e buscar o arquivamento.

Em razão do episódio, Gaspar processa Lindbergh e Soraya por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo. O deputado afirmou que não está aberto a aceitar uma eventual retratação e que “vai até o fim” com essa ação.

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Fonte Noticias ao Minuto

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