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23 de abril de 2026

Disney World: quais brinquedos e atrações são imperdíveis – 22/04/2026 – Turismo

Disney World: quais brinquedos e atrações são imperdíveis – 22/04/2026 – Turismo

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Outrora uma cidade sonolenta no centro da Flórida, menos exposta a furacões do que a região costeira, Orlando entrou no mapa em 1971, quando a Disney abriu ali um mega resort de entretenimento, bem maior do que o inaugurado na Califórnia décadas antes. Sua chegada atraiu a concorrência de outros parques temáticos, como os da Universal e do SeaWorld, além de uma penca de outlets. Prato cheio para brasileiros.

Hoje Orlando é a quarta cidade americana mais visitada por turistas estrangeiros, atrás apenas de Nova York, Miami e Los Angeles.

Quem for a Miami por causa da Copa do Mundo tem à disposição voos diretos, trem e ônibus para Orlando —a viagem na última opção, mais longa e mais barata, não dura mais do que cinco horas.

A Disney não reina mais sozinha, mas ainda é o carro-chefe. Embora o complexo do Mickey se apoie na nostalgia, ele tem se armado para enfrentar seus rivais. A grande novidade será a abertura do Villains Land, novo setor no Magic Kindgom, baseado nos vilões dos estúdios. Ainda não há data para a abertura dessa área, mas o projeto é ambicioso e deve ser uma das maiores expansões da história da Disney.

O complexo não divulga números, mas estima-se que cada parque receba uma média de 50 mil visitantes por dia, por isso é bom se preparar para chegar cedo, encarar multidões e, se o bolso permitir, avaliar a compra de passes de lightning lanes (que furam filas nos brinquedos).

Veja a seguir um guia de primeira viagem para ver qual é a cara de cada uma das áreas da Disney World.

Magic Kingdom

Aqui é Disney raiz, com todos aqueles clichês: paradas de bonecos, rua principal que imita as avenidas das cidades americanas do começo do século e um punhado de brinquedos mais voltados às crianças do que aos adultos. Ele foi aberto, nos anos 1970, sob a inspiração da Disney Land, na Califórnia, o primeiro dos investimentos temáticos da Disney. Em vez de castelo de “Bela Adormecida”, como na costa oeste, ele traz um outro, bem mais vistoso, inspirado em “Cinderella”.

Além da Main Street, sua via mais importante, abriga cinco áreas temáticas: Adventureland, Frontierland, Liberty Square, Tomorrowland e Fantasyland.

Os brinquedos, em geral, têm um jeitão de mais antigos. Crianças pequenas vão gostar de montar em carrosséis inspirados nos tapetes voadores de “Aladdin” ou nos elefantes de “Dumbo” e girar a uma altura modesta. It’s a Small World é o nome daquele clássico passeio a bordo de barquinhos que percorre cenários com bonecos robotizados. Já a atração inspirada em “Peter Pan” leva o público a voar -tudo na mesma pegada de quando os brinquedos foram idealizados. É pura nostalgia dos anos 1950.

Um pouquinho mais radical é o Seven Dwarfs Mine Train, uma montanha-russa bem leve que circula pelas minas dos sete anões de “Branca de Neve”.

Já os mais crescidos podem ir direto para o Tron Lightcycle Power Run, baseado na franquia de ficção científica “Tron”. Cada passageiro monta numa espécie de motocicleta futurista e dispara pelas curvas de uma montanha-russa que circula por ambiente interno e externo.

Outra pedida essencial pros mais adultos é o Tiana’s Bayou Adventure, outrora conhecida como Splash Mountain. Como diz o nome, é daqueles brinquedos para se molhar. Termina numa queda de 16 metros, numa inclinação de 45 graus, espirrando água para todo lado.

Costumava trazer os personagens do filme “A Canção do Sul”, dos anos 1940, hoje tido como racista. Após a morte de George Floyd, a Disney substituiu sua ambientação pela do filme “A Princesa e o Sapo”, que tem uma heroína negra.

Quem esticar no parque até a noite consegue ver a parada Disney Starlight, em que personagens dos estúdios circulam carregados de luzes de LED.

Epcot

O segundo parque mais antigo do complexo da Disney World ecoa o espírito das exposições universais, aqueles eventos internacionais que nasceram no século 19 com a proposta de apresentar grandes inovações da humanidade. Por isso, o lugar tem toda uma cara de futurismo vintage (isto é, aquilo que nos anos 1980, quando ele foi inaugurado, acreditava-se que seria o futuro). É, portanto, voltado à tecnologia e à celebração dos diferentes países.

Seu símbolo mais reconhecível é a Spaceship Earth, aquela geosfera metálica logo na entrada que abriga uma apresentação sobre o progresso da humanidade. Isso sem falar do monotrilho que circula por ali, outra marca registrada.

Ao redor de um grande lago artificial ficam pavilhões dedicados a países específicos (como México, Alemanha, China, Marrocos, Japão), cada um deles com atrações e restaurantes temáticos. O brinquedo de “Frozen”, por exemplo, fica no pavilhão da Noruega —trata-se de um barquinho que percorre cenários com bonecos bastante realistas retratando os personagens do filme.

Já o da França abriga uma atração inspirada na animação “Ratatouille”: a bordo de carrinhos, circula-se entre imensas projeções que fazem crer que o público tem o tamanho dos ratinhos do filme.

De longe, a mais interessante atração do Epcot, ao menos para os mais crescidos, é a montanha-russa de “Guardiões da Galáxia”, campeã de filas do parque. Os trilhos correm dentro de um galpão no escuro e fazem as pessoas sacolejar ao som de hits setentistas como “September”, do Earth, Wind and Fire, e “One Way or Another”, do Blondie, bem ao estilo do filme da Marvel.

Já o Soarin’ é um simulador de voo de asa-delta que percorre pontos como a Muralha da China e o Kilimanjaro. Para fechar as atrações imperdíveis, vale também conferir o Test Track, feita em parceria com a General Motors. É um trajeto feito em carrinhos que imita os testes realizados pela montadora com seus protótipos de veículos.

Hollywood Studios

Esse talvez seja o mais democrático dos parques da Disney World, já que tem um bom equilíbrio entre atrações que vão agradar mais às crianças e outras que serão mais do gosto dos adultos. A inspiração aqui é o mundo do cinema —tanto que ele é o que mais faz frente à rival Universal.

Seu visual remete à arquitetura art déco dos estúdios cinematográficos da Los Angeles da era de ouro. Reproduz até o Chinese Theatre, famosa sala de projeção cercada pela calçada da fama, em Hollywood.

A atração mais famosa do parque é a Tower of Terror, uma das campeãs de fila. Consiste num elevador de uma torre mal-assombrada, inspirada na série “Além da Imaginação”, que sobe revelando fantasmas e outras coisas lúgubres até despencar a uma velocidade de mais de 60 km/h.

O bacana do parque são as áreas temáticas relacionadas a grandes franquias do cinema. Os menores vão gostar bastante do espaço de “Toy Story”. Tem um brinquedo de tiro ao alvo e uma divertida montanha-russa feita no formato do cachorro de molas do filme. Nada muito radical.

Quem é um pouco maior vai se empolgar com a área de “Star Wars“, de cenografia bem caprichada. A principal atração ali se chama Rise of the Resistance, que gera filas imensas. O público, na pele dos rebeldes da saga, é conduzido por cenários que imitam as naves da trama de George Lucas, incluindo um hangar repleto de stormtroopers, os soldados brancos vilões. Depois, embarcando em carrinhos ligeiros, os visitantes cruzam corredores, entre disparos e faíscas, para terminar num simulador de queda. É provavelmente o mais imperdível do parque.

Animal Kingdom

O mais diferente dos parques da Disney World é um grande zoológico. Imenso, na verdade. Suas áreas imitam selvas e savanas e ainda mantêm atrações temáticas.

Seu maior símbolo é a Tree of Life, uma árvore artificial de mais de 40 metros de altura esculpida com centenas de animais no tronco, que fica no centro da ilha artificial Discovery Island. Ao redor dela se distribuem as principais áreas do parque.

Na da África, a atração mais concorrida é o Kilimanjaro Safaris, um passeio em veículos abertos que recria a experiência que se tem em parques africanos. Já na da Ásia fica a Expedition Everest, uma montanha-russa que imita uma expedição ao Himalaia interrompida por encontros com o Yeti, o abominável homem das neves. O Kali River Rapids leva o público a se molhar enquanto desce corredeiras selvagens.

A área chamada Pandora faz referência ao universo da franquia “Avatar”. É o ponto alto do parque, ao menos para os mais crescidos. Ficam ali as atrações mais disputadas do Animal Kingdom. Um deles é o Na’vi River Journey, um passeio de barco por uma floresta bioluminescente, e o Avatar Flight of Passage, simulador 3D em que o visitante voa no lombo das criaturas aladas dos filmes de James Cameron.

Parques aquáticos

O complexo abriga dois do tipo. O primeiro, mais antigo, é o Typhoon Lagoon, com uma piscina de ondas serve tanto a banhistas quanto a surfistas iniciantes, toboáguas para diferentes idades, rio de correnteza. Toda a cenografia imita a de um cenário pós-tufão, daí o nome. Por isso, há réplica de barco no topo de rochas e simulações de destroços.

O outro, mais visitado, é o Blizzard Beach, que faz de conta que é uma estação de esqui derretida sob o calor da Flórida. Sua atração mais famosa é o Summit Plummet, um dos toboáguas mais altos e íngremes do mundo, com queda quase vertical de cerca de 40 metros de altura.

Complexos de compras

Disney Springs não é um parque temático, mas um complexo de compras, gastronomia e entretenimento à beira do lago Buena Vista. Funciona como uma espécie de centro urbano da Disney, com lojas, cinema e unidades de várias redes conhecidas de lanchonetes.

Quem quiser fugir da comida excessivamente gordurosa servida na América consegue achar boas opções. Uma delas é o espanhol Jaleo, do premiado chef José Andrés, que serve tapas. O lugar também concentra atrações como o balão Aerophile, com vista panorâmica da região, e o teatro do Cirque du Soleil, que mantém espetáculos fixos. À noite, o movimento cresce, com música ao vivo e bares cheios.

Já o Disney BoardWalk está mais para um calçadão cenográfico à beira d’água, também repleto de lojas e restaurantes, que imita o ar litorâneo de Coney Island e Atlantic City.

Dicas práticas

Um dia por parque

Cada um dos quatro parques da Disney World, além dos dois aquáticos, é imenso. Circular entre os brinquedos (e ainda aguardar na fila) demora um tanto. Para desfrutar de cada um deles sem pressa, o ideal é dedicar um dia inteiro a cada um deles.

Combo para economizar

O pacote 4-Day, 4-Park Magic Ticket dá direito a entrar nos quatro parques temáticos do complexo, com a regra de usufruir de um por dia. Ele sai mais barato do que comprar ingressos individualmente, com preços a partir de US$ 109 por dia (ou US$ 436 no total, sem taxas). O uso precisa ser feito em até sete dias após a primeira entrada.

Furando a fila

Como os parques costumam ser cheios o ano todo, uma dica para não ficar muito tempo nas filas, que podem demorar até duas horas, é comprar os passes chamados lightning lanes. Eles dão acesso a uma fila paralela, expressa, a brinquedos selecionados.

Os preços variam conforme o número de atrações incluídas no pacote, a temporada e a modalidade. Alguns permitem agendar horários nas atrações, já outros permitem furar a fila uma vez em múltiplas atrações sem a necessidade de um agendamento prévio (esses, os mais caros, podem chegar a US$ 449 ou R$ 2.300).

Na palma da mão

O aplicativo Walt Disney World é uma mão na roda. Além de mapas detalhados dos parques, tem um diretório completo de lojas, atrações e lugares para comer. Por ele é possível descarregar os ingressos para entrar na Disney, reservar mesas em restaurantes e saber o tempo de fila nos brinquedos. É nele que aparecem as fotos dos visitantes, tiradas em montanhas-russas e afins, que podem ser compradas à parte.

Hotéis dentro da Disney

A cidade de Orlando oferece um número imenso de hotéis, das mais variadas categorias. Uma dica para quem quer dedicar boa parte da estadia aos parques da Disney é se hospedar em alguma das opções existentes dentro do complexo. Como todas elas são amparadas por vans internas, eles são uma boa dica para chegar mais rápido aos parques e evitar as muvucas.

Um deles é o Port Orleans Resort – French Quarter, que reproduz casebres da cidade de Nova Orleans e fica encostado num riacho tranquilo, visitado por jacarés. Diárias ali saem a partir de US$ 322 (R$ 1.606)

O jornalista se hospedou a convite da Disney World



Fonte.:Folha de S.Paulo

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