Dados do III Dimensionamento do Setor de Eventos no Brasil apontam que o segmento movimentou R$ 813,5 bilhões em 2024, o equivalente a 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, além de gerar cerca de 12,7 milhões de empregos em aproximadamente 300 mil empresas. Esse levantamento também apontou a realização de 10,1 milhões de eventos em todo o território nacional, reunindo cerca de 1,7 bilhão de participações de público ao longo do ano. Em Mato Grosso, o Centro de Eventos do Pantanal materializa essa tendência de avanço e pujança do segmento, uma vez que a unidade gerida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) girou cerca de R$ 30 milhões somente no último ano.
O CEP sediou 185 eventos e atraiu 162,5 mil pessoas, de acordo com o levantamento. A pesquisa também aponta que 54 setores da economia foram impactados, englobando cadeias produtivas de alimentação, compras, hotelaria e serviços de uma forma geral, resultando na geração de 7.328 postos de trabalho temporários.

Para o diretor de Administração e Finanças do Sebrae/MT, Roberto Dahmer, o mercado atual exige resiliência além da qualificação técnica. “O setor cresceu muito na última década, mas mudou radicalmente na forma como as estruturas são realizadas, incorporando novas roupagens, dinâmicas de tempo mais curto e tecnologias de credenciamento. Apesar das transformações, o papel dos pequenos negócios continua sendo o coração desse segmento, pois a maior parte das prestadoras de serviço são micro e pequenas empresas de sonorização, limpeza e segurança”, pontuou.
O impacto transversal evidenciado no mercado mato-grossense reflete o cenário nacional detalhado no estudo capitaneado pelo Sebrae Nacional. O levantamento federal mostra que o setor de eventos possui a capacidade única de ativar simultaneamente diversas frentes da economia, envolvendo desde hospedagem e alimentação até tecnologia, segurança, comunicação, marketing, montagem de estruturas e produção audiovisual.
A pesquisa nacional também revelou o perfil predominantemente empreendedor do segmento no país, composto por 73,1% de microempresas e 22,8% de empresas de pequeno porte. Além disso, o avanço na agenda da sustentabilidade ganhou protagonismo nos dados coletados pelo mapeamento pós-pandemia: dos mais de 10 milhões de eventos realizados no Brasil, 76% adotaram práticas de gestão de resíduos e 57% utilizaram materiais sustentáveis em suas operações cotidianas.
Em consonância com as tendências sustentáveis apontadas pelo estudo, o diretor do Sebrae/MT destaca a importância dos investimentos contínuos na modernização do centro de convenções cuiabano para garantir versatilidade. “Nosso planejamento estratégico visa preparar o Centro de Eventos do Pantanal para receber múltiplos eventos simultâneos e em formatos diferenciados. Hoje, muitos eventos integrados estão sendo feitos no gramado, explorando o contato com a natureza e fortalecendo o viés da sustentabilidade. Para 2026, nossa expectativa é dar continuidade a esses investimentos em infraestrutura e equipe para igualar ou superar os ótimos resultados financeiros e operacionais obtidos no ano passado”, avaliou Dahmer.
Para consolidar Cuiabá como o principal hub de negócios da região Centro-Oeste nos próximos anos, a administração aposta expansão da infraestrutura logística do estado como porta de entrada de novos investimentos. “Temos uma grande oportunidade que tem se formado para o futuro próximo com a globalização. A expansão desse intercâmbio com pessoas e empresas de outros estados e países vai abrir uma janela fundamental para a América Latina como um todo e facilitar o acesso de players do mercado global, potencializando nossa capacidade de captar grandes congressos internacionais e feiras de negócios, integrando a estrutura do centro com os nossos três biomas e vendendo Mato Grosso como um destino completo”, concluiu.
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Fonte Agencia Sebrae

