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23 de julho de 2026

Fim do autismo nível 1 no espectro? Entenda a proposta

Fim do autismo nível 1 no espectro? Entenda a proposta

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Neste 23 de julho de 2026, pesquisadores renomados propõem que o autismo nível 1 deixe de integrar o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O debate surge porque a categoria atual reúne perfis tão distintos que o conceito de espectro pode ter perdido sua utilidade para a ciência e o suporte clínico.

Qual é a principal justificativa para essa mudança?

Especialistas argumentam que o diagnóstico de TEA tornou-se abrangente demais. Hoje, ele inclui desde pessoas totalmente independentes, como Elon Musk, até indivíduos com comprometimentos severos que não falam e precisam de ajuda constante. Para pesquisadores como a psicóloga Dame Uta Frith, não existe mais um denominador comum que justifique manter todos sob o mesmo guarda-chuva, o que acaba prejudicando a precisão científica e o atendimento clínico.

O que mudou na forma como o autismo foi classificado ao longo do tempo?

Antigamente, as categorias eram separadas. Até os anos 1990, existiam diagnósticos distintos como a Síndrome de Asperger. Em 2013, o manual internacional de doenças mentais (DSM-5) unificou tudo no Transtorno do Espectro Autista, dividindo os casos apenas por níveis de suporte (1, 2 e 3). Agora, o movimento é inverso: parte da comunidade científica acredita que essa unificação apagou diferenças importantes entre os grupos e que o nível 1 deve ter um nome próprio.

Como funcionariam os novos diagnósticos na prática?

Ainda não há um nome definitivo, mas as sugestões incluem termos como ‘personalidade autística’. A ideia é que indivíduos com características mais leves, que muitas vezes são confundidas com variantes de personalidade funcionais, não sejam ‘patologizados’ da mesma forma que casos graves. Isso permitiria que as pesquisas e recursos fossem focados com mais clareza em quem possui deficiência intelectual e necessita de apoio intensivo.