
Ao viajar para os Estados Unidos, você já deve estar preparado para pagar um adicional a cada serviço: os preços nunca são o que parecem. Em muitos lugares do país, os impostos não são embutidos nas placas ou menu e só são adicionados ao final da conta e, além deles, é preciso estar preparado para pagar uma gorjeta.
As tips são uma expectativa social em restaurantes, bares e outros serviços do dia a dia que envolvem algum tipo de atendimento, e podem ser exasperantes para quem vem de um país em que essa cultura não é tão disseminada, como muitos europeus e os próprios brasileiros.
No entanto, elas são fundamentais para quem lhe atende: pela forma como as leis trabalhistas funcionam por lá, é comum que a renda desses funcionários seja majoritariamente composta pela gorjeta, com os salários mínimos do setor de serviços e hospitalidade passando longe de garantir a subsistência.
Mas, sabendo que esse extra é inevitável, qual a etiqueta por trás da tipping culture? Como saber que o valor pago é suficiente para não ser mal visto?
Guia básico para pagar a gorjeta
Veja algumas das dúvidas mais comuns para não se perder na hora de pagar a gorjeta nos Estados Unidos:
Para quais serviços se paga a gorjeta?
O lugar clássico para a gorjeta são estabelecimentos de alimentação, como bares e restaurantes. Neles, a expectativa é que o cliente sempre deixe um extra. Mas também é de bom tom se planejar para pagar algo a mais em serviços que rendem algum atendimento diferenciado e individual, como carregadores de malas em hotéis ou táxis que façam alguma viagem mais longa do que o normal.
É obrigatório?
A rigor, não. Ninguém pode impedi-lo de ir embora de algum lugar sem pagar uma gorjeta, mas isso é extremamente mal visto, especialmente em restaurantes. A tip é esperada como parte do atendimento, e não deixar nada (ou dar um valor muito abaixo dos padrões americanos) é visto como uma ofensa. Só é “aceitável” não pagar a gorjeta quando o atendimento é realmente muito ruim.
Quanto devo dar de gorjeta?
Aqui, vale um ponto de atenção: se no Brasil o mais comum é o famoso “10%”, nos Estados Unidos essa porcentagem costuma ser maior. O padrão em restaurantes é entre 15% e 20% do valor (geralmente, o cálculo é feito sobre o valor do consumo, antes dos impostos aplicados depois), mas desde a pandemia alguns lugares têm abusado e sugerido uma gorjeta de até 30%. Não se sinta constrangido a dar um valor tão alto (mais sobre isso, abaixo).
Em outros serviços, depende muito. Em bares, é de bom tom dar US$ 1 ou US$ 2 por drink – no caso, aqueles que exigem uma preparação especial; não há tanta expectativa assim se seu único pedido foi uma cerveja, por exemplo. Considere um valor parecido para carregadores de malas, entre US$ 1 e US$ 2 por bagagem. Já nos serviços de transporte, um extra de 15% pode ser bem-vindo após um trajeto mais longo.
Precisa ser em dinheiro?
Nos restaurantes, cada vez menos há expectativa de gorjeta em dinheiro: dá para selecionar sua porcentagem diretamente na maquininha do cartão de crédito. Mas, para outros serviços, muitas vezes a única alternativa para um turista é fazer esse pagamento em cash mesmo. Se estiver sem dinheiro vivo na hora, vale conferir com seu prestador de serviço se ele tem alguma carteira digital que possa receber uma transferência.
Não se constranja com os excessos
Com a digitalização crescente dos serviços de pagamento, tornaram-se comuns os relatos de “sugestões” abusivas para a gorjeta, em máquinas de cartão de crédito e totens de autoatendimento. Em geral, a tela apresenta opções clicáveis, que em alguns casos podem até começar de 25%, uma porcentagem acima dos antigos padrões.
Não se sinta constrangido a seguir essas sugestões, que até os próprios americanos já estão questionando: essas máquinas sempre oferecem a opção de colocar uma porcentagem diferente ou até não dar gorjeta alguma. Mesmo que possa ser chato fazer isso sob o olhar de quem atende, vá sabendo que essas porcentagens acima da média são uma realidade nova que não está sendo bem aceita mesmo por quem já estava habituado a dar um extra.
Há ainda uma situação que você pode pular a gorjeta sugerida: em serviços nos quais você não é atendido por ninguém e nem tem certeza de quem está recebendo o dinheiro. Isso se tornou mais comum em redes de fast food que automatizaram seus processos: mesmo nos casos em que você resolve todo seu pedido clicando em um totem, sem jamais falar com um atendente, a máquina dá a sugestão de deixar um valor extra. Tradicionalmente, a expectativa da gorjeta sempre foi para o atendimento que lida diretamente com o cliente, não para os serviços “de bastidores”, como a cozinha.
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Fonte.:Viagen


