12:31 PM
16 de maio de 2026

Humita: conheça a “pamonha andina”

Humita: conheça a “pamonha andina”

PUBLICIDADE


Poucos alimentos têm uma relação tão íntima com os povos das Américas quanto o milho. Cultivado pela primeira vez há quase 10 mil anos na região do México, ele passou os milênios seguintes se espalhando por todo o continente, muito antes de ser levado ao resto do mundo por exploradores europeus que só chegaram por aqui no final do século 15.

Não é surpresa, portanto, que receitas em que o milho é o personagem principal também tenham origens ancestrais em grande parte das Américas – e até sejam semelhantes entre si, apesar de muitos quilômetros de distância.

Brasileiros que visitam países da região dos Andes muitas vezes são surpreendidos ao encontrar uma versão local da nossa pamonha: é a humita, feita com milho fresco e também embalada na própria palha do cereal. Por vezes chamada também de huminta, com N no meio, ela pode ser encontrada facilmente em comércios de rua de países como Bolívia, Equador e Peru, além de regiões mais próximas às montanhas na Argentina e no Chile.

O que torna a humita diferente?

Existe bastante debate sobre até que ponto a humita é assim tão diferente quando comparada à nossa pamonha. Mas é claro que existem variedades locais: enquanto a versão brasileira costuma priorizar o lado doce, ou no máximo adicionar queijo para fazer uma pamonha salgada, é bem mais comum que as humitas da vizinhança levem outros ingredientes e condimentos.

Dependendo do país, você vai encontrar dentro da sua “pamonha andina” ingredientes como cebola e manjericão. E isso é só a opção mais básica: o queijo também é usado e, em algumas regiões, até mesmo tomates e ovos podem entrar na mistura.

Continua após a publicidade

Enquanto a nossa pamonha costuma usar leite para obter a consistência desejada (embora alguns lugares, como Goiás, prefiram investir em gorduras vegetais e animais), nos outros países é comum usar manteiga ou banha de porco.

Já no caso das humitas doces, ingredientes pouco usados por aqui também entram em cena, como uvas passas ou doce de leite.

Os primos mexicanos da humita e da pamonha

Uma gostosura bem tradicional do México também se parece visualmente com a pamonha e a humita: é o tamal (ou tamale), uma das iguarias mais famosas do país. Apesar da similaridade estética, ele é o mais diferente do trio e, em vez de ser feito com uma base de milho fresco, leva farinha de milho.

Continua após a publicidade

Sua consistência tampouco tem a cremosidade dos primos sul-americanos: é bem mais firme. O sabor também é muito mais intenso, investindo nos condimentos típicos da culinária mesoamericana, com destaque para as pimentas.

Para encontrar uma “pamonha” mexicana, é preciso recorrer a uma receita um pouco menos famosa: os chepos ou uchepos, por vezes chamados de tamales de elote. Nesse caso, também se usa o milho fresco, o que garante um sabor mais adocicado, como conhecemos na pamonha. Sem o mesmo nível de tempero dos tamales mais tradicionais, ela pode ser servida com queijo e, por vezes, molho de tomate.

Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp

Resolva sua viagem aqui

  • Reserve hospedagem no Booking

  • Reserve seu voo

  • Reserve hospedagem no Airbnb

  • Ache um passeio na Civitatis

  • Alugue um carro

Publicidade



Fonte.:Viagen

Leia mais

Rolar para cima