12:56 PM
12 de julho de 2026

Intolerância cresce em universidades, mas é ignorada por presidenciáveis

Intolerância cresce em universidades, mas é ignorada por presidenciáveis

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Universidades brasileiras acumulam nos últimos anos episódios de cancelamento de eventos, agressão e expulsão de alunos, professores e convidados por divergência política ou ideológica, em especial contra pessoas associadas à direita e ao conservadorismo. No entanto, os principais presidenciáveis da oposição ainda não incorporaram o tema às suas agendas públicas de campanha.

Recentemente, a liberdade acadêmica virou assunto de uma disputa de manifestos entre professores universitários. Os pré-candidatos da direita já chegaram a tratar o ensino superior sob outros ângulos, como sua importância para a produtividade do país, mas nenhum abordou em postagens nas redes sociais, discursos ou entrevistas a crise do pluralismo e a onda de ideologização nas universidades.

O problema ganhou maior evidência em maio deste ano, quando professores e pesquisadores de universidades públicas lançaram o “Manifesto pelo Pluralismo e pela Liberdade Acadêmica”, cobrando medidas concretas para proteger o debate de ideias nas instituições de ensino superior.

O documento surgiu em meio a episódios de repressão a opiniões divergentes que, como destacam os autores, têm se tornado frequentes entre docentes e estudantes. “Quando professores selecionam e apresentam uma única visão de mundo, eles privam os estudantes da oportunidade de desenvolver fluência nas ideias acadêmicas que efetivamente dividem a sociedade”, dizem os signatários.