10:59 PM
21 de julho de 2026

Intolerância ideológica no Ministério Público começa a gerar reação

Intolerância ideológica no Ministério Público começa a gerar reação

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Há anos a militância ideológica tem ganhado força em diferentes ramos do Ministério Público com ações contra a liberdade de expressão e a crescente adoção de bandeiras identitárias dentro do órgão. A tendência, porém, começa a ser contestada internamente.

Um dos casos ocorreu no começo do mês, no Rio de Janeiro. Durante um fórum de conselheiros tutelares realizado em Duque de Caxias, a promotora Elayne Christina da Silva Rodrigues afirmou ter sido “assolapada por uma oração evangélica” e classificou como “inconstitucional” a menção a Deus feita na abertura do encontro. Ela passou a ser alvo de representações na semana passada, com pedidos de apuração de sua conduta.

Também recentemente, o caso Monark mostrou que a ideologização tem provocado reação interna. No fim de março, no Ministério Público de São Paulo, o promotor Marcelo Otávio Camargo Ramos pediu que fosse rejeitada a ação de R$ 4 milhões contra o influenciador. Para ele, Monark havia feito uma defesa equivocada da liberdade de expressão, mas não uma defesa do nazismo.

No início de abril, enquanto o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, estava afastado do cargo, o interino Plínio Gentil retirou Camargo Ramos do caso. O novo promotor voltou a pedir a condenação de Monark, e a Corregedoria-Geral abriu um procedimento contra Camargo Ramos.