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1 de junho de 2026

Japão: paulistanos escolhem país como viagem dos sonhos – 27/05/2026 – Turismo

Japão: paulistanos escolhem país como viagem dos sonhos – 27/05/2026 – Turismo

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O sonho de conhecer o Japão pode estar menos distante do que você imagina. Pelo segundo ano consecutivo, o país asiático venceu com folga a categoria de melhor destino oriental no Viaja São Paulo: foi escolhido por 34% dos entrevistados da pesquisa Datafolha.

Em empate técnico com a Itália, o Japão também prevaleceu como viagem dos sonhos, com 9% dos votos dos paulistanos.

Obviamente, viajar do Brasil para o Japão não é barato —os quase 20 mil quilômetros que separam os dois países tornam inevitável que o preço da passagem seja alto.

Mas dentro de Tóquio, a cidade japonesa mais lembrada no Datafolha, os custos para os turistas são drasticamente mais baixos que os de metrópoles que despertam igualmente a imaginação dos paulistanos, como Nova York, Londres e Paris —ainda mais com a desvalorização recente do iene.

Come-se (muitíssimo) bem na capital japonesa por menos de 3.000 ienes (cerca de R$ 95) —isso, claro, se você não optar por omakassês (menus-degustação japoneses) de chefs com estrelas Michelin ou banquetes com cortes nobres de carne de wagyu, o famoso gado nipônico.

Mas se a ideia é provar comidas japonesas típicas do dia a dia, como lámen, gyudon, tonkatsu, tempura e udon, o peso no bolso é relativamente baixo, inversamente proporcional ao deleite proporcionado pelos sabores umami.

A economia é ainda maior se você fizer algumas refeições nas chamadas konbinis, lojas de conveniência de redes como 7-Eleven, Lawson e FamilyMart, que nasceram nos EUA, mas floresceram nas esquinas do Japão.

Outras cidades turísticas além de Tóquio são ainda mais acessíveis. A diária de um hotel quatro estrelas para duas pessoas em Osaka ronda os R$ 300 (menos de 10 mil ienes).

Em Kyoto, a pizzaria Le Napoli ficou conhecida por oferecer uma marguerita individual por 500 ienes, cerca de R$ 15 na cotação atual.

Mais inacreditável do que os preços, porém, é a própria experiência de conhecer o Japão. É concluir que a cineasta Sofia Coppola não estava exagerando quando disse, em entrevista para divulgar seu filme “Encontros e Desencontros” (2003), ambientado em Tóquio: “Nunca estive em outro lugar onde eu realmente me sentisse como se fosse outro planeta.”

Nas três cidades citadas, e em outros destinos do arquipélago asiático, o turista poderá atestar a veracidade do surrado clichê sobre a mistura de tradição e modernidade.

Não se trata, apenas, de arranha-céus espelhados ao lado de templos construídos no século 8: no Japão, restaurantes de sushi de esteira, totalmente automatizados, convivem com estabelecimentos que só aceitam dinheiro em espécie.

Em 2025, o país recebeu 42,7 milhões de visitantes, superando o recorde do ano anterior, de 36,9 milhões, de acordo com a Organização Nacional de Turismo do Japão.

Vários fatores explicam o crescimento expressivo do turismo no Japão nos últimos anos. Em 2006, o governo japonês aprovou uma lei que acelerou a internacionalização dos serviços.

A medida ajudou a dissipar outro possível medo dos brasileiros que desejam conhecer o Japão: o de que todas as informações sejam indecifráveis, escritas apenas em caracteres japoneses. Não: ter noções básicas de inglês é suficiente para navegar por estações de trem, aeroportos e pontos turísticos.

Além disso, desde setembro de 2023, brasileiros podem entrar no país sem necessidade de visto, para estadias de até 90 dias.

Na pesquisa deste ano para o especial Viaja São Paulo, a China ficou em segundo lugar entre os destinos orientais mais citados pelos paulistanos, com 8% dos votos, trocando de posição com a Tailândia (5%), que havia conquistado a vice-liderança em 2025.

Apesar da distância grande para o primeiro lugar, é um indício de que o país comandado por Xi Jinping avança também como potência turística, além de econômica.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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