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22 de julho de 2026

Justiça mantém pais longe dos filhos por 8 meses e manda pagar pensão aos avós

Justiça mantém pais longe dos filhos por 8 meses e manda pagar pensão aos avós

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O caso de duas crianças retiradas dos pais no final de 2025 em Arroio Grande, Rio Grande do Sul, após apresentarem laudos médicos que contraindicavam vacinas, teve desdobramentos nesta terça-feira (21). Após oito meses desde que as crianças de 2 e 5 anos foram afastadas dos pais, a Justiça decidiu manter a proibição de contato com os genitores — por vídeo, telefone e pessoalmente. A nova decisão também exige que os pais enviem “verba alimentar” para os avós maternos, que estão com a guarda provisória das crianças no município gaúcho de Canguçu. Os pais vão recorrer.

A decisão foi publicada nesta terça-feira (21) pelo juiz da 2ª Vara Judicial de Canguçu/RS, comarca que recebeu o processo após mudança de endereço dos irmãos. Segundo nota do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a manutenção do afastamento leva em conta o “histórico de negligência constatado no caso”, já que investigações teriam apontado insalubridade e falta de higiene na residência da família, demora para registro civil da filha mais nova e falta de vacinação das crianças.

A defesa do casal, no entanto, afirma à Gazeta do Povo que todas as exigências feitas já foram cumpridas e que deixaram de existir as razões que motivaram o afastamento das crianças dos pais. De acordo com o advogado Luiz Ricardo de Almeida, o casal apresentou diversos laudos indicando contraindicação médica às vacinas e, apesar disso, as crianças foram retiradas dos pais para aplicação dos imunizantes, em 18 de novembro de 2025. “E, se ainda não deram essas vacinas, é prevaricação”, alerta o advogado.

“Por que, então, essas crianças ainda estão longe dos pais?”

Luiz Ricardo de Almeida, advogado dos pais