Com mais de 4 mil abóbadas e mausoléus adornados em mármore, pedra e granito, o Cemitério da Recoleta é um dos destinos mais instigantes para quem visita Buenos Aires e quer conhecer um pouco mais da história da cidade – e suas lendas.
Localizado no coração do bairro de mesmo nome, o lugar reúne esculturas que refletem estilos desde o gótico até o art déco, além de histórias curiosas que atraem turistas do mundo todo. Não por acaso, foi declarado Patrimônio Histórico Nacional em 1946.
Projetado pelo arquiteto e engenheiro francês Prosper Catelin, o cemitério foi inaugurado em 1822 e teve como inspiração o Père-Lachaise, em Paris. E, por incrível que pareça, seus túmulos suntuosos e detalhados ajudam a contar parte da formação do bairro: no fim do século 19, após a epidemia de febre amarela, muitas famílias ricas deixaram outras partes da cidade e passaram a viver na zona norte, onde está a Recoleta.
A partir daí, o cemitério se consolidou como local de sepultamento de figuras centrais da vida argentina, e um destino imperdível para quem visita a cidade.
Como visitar La Recoleta
Aberto todos os dias, das 9h às 17h, o cemitério fica na rua Junín, nº 1760, no centro do bairro. Nos arredores, há outros pontos bastante procurados por quem está de passagem por Buenos Aires, como a Avenida Alvear, conhecida por um perfil mais luxuoso, e o Museu Nacional de Belas Artes, um dos mais prestigiados da América Latina. Em frente ao cemitério, a Plaza Intendente Alvear oferece um espaço aberto – uma boa pausa ao ar livre durante o passeio.

Ao contrário do que ocorria alguns anos atrás, a entrada já não é gratuita. Atualmente, é necessário comprar ingresso individual, de preferência com antecedência, pelo site oficial.
Também há opção de visita guiada, uma boa escolha para quem quer entender melhor os personagens e mistérios do lugar. E, em dias de sol forte, vale considerar a visita pela manhã ou no fim da tarde, uma vez que o brilho do mármore pode dificultar tanto a observação das esculturas quanto as fotos.

Mistérios e curiosidades
Em meio à antigos mausoléus, a Recoleta guarda nomes importantes da história argentina. O túmulo de Eva Duarte de Perón, a Evita, por exemplo, é o mais movimentado do cemitério, embora tenha aparência mais sóbria e discreta: placas de bronze com o nome da ex-primeira dama recebem flores frescas todos os dias.
Outras figuras também estão sepultadas ali, como os escritores Silvina Ocampo e Adolfo Bioy Casares, o ex-presidente Domingo Faustino Sarmiento – que projetou o próprio mausoléu – e dois vencedores do Nobel: Carlos Saavedra Lamas, laureado com o Nobel da Paz em 1936, e Luis Federico Leloir, vencedor do Nobel de Química em 1970.

No entanto, para além de nomes ilustres, a Recoleta também é cercada por várias histórias curiosas, que muitas vezes tornaram-se lendas populares. Uma das mais conhecidas é a de David Alleno, que trabalhou como zelador no cemitério durante quase toda a vida. Seu sonho era ser enterrado ali, e, portanto, com o dinheiro de uma herança, encomendou a um escultor italiano o próprio monumento funerário. Hoje, os visitantes podem ver sua estátua com uniforme de trabalho, segurando uma vassoura e um regador.
Outra história – agora mais comovente – é a de Liliana Crociati, jovem que morreu aos 26 anos, durante a lua de mel na Áustria. No mesmo dia, seu cachorro faleceu, a milhares de quilômetros de distância, em Buenos Aires. Em homenagem à filha, a família mandou fazer uma escultura de bronze que a mostra com vestido de noiva ao lado do animal. O focinho do cão, inclusive, já aparece desgastado: muitos visitantes o tocam em busca de sorte e felicidade.
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Fonte.:Viagen


