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29 de abril de 2026

Máquina de café espresso: vale a pena investir em casa? – 29/04/2026 – Café na Prensa

Máquina de café espresso: vale a pena investir em casa? – 29/04/2026 – Café na Prensa

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Vale a pena investir em uma máquina de espresso? Depende.

O espresso é o método mais complexo. Por produzir uma bebida muito concentrada, ele funciona como uma lupa, que maximiza o que há de melhor e de pior em cada grão. Se a máquina for boa e a extração for correta, o resultado pode ser incrível. Mas, se algo sair errado —e muita coisa pode sair errada—, fica intragável.

O primeiro requisito para fazer um bom espresso é, obviamente, usar bons grãos. Caso contrário, os defeitos da matéria-prima ficarão evidentes.

A segunda questão diz respeito ao equipamento. Uma boa máquina de espresso é cara –a depender da marca, ultrapassa os R$ 20 mil. Máquinas de entrada entregam resultados muito aquém. Além disso, a moagem é crucial nesse método de preparo, e moedores que oferecem tamanho nível de precisão também são caros, em geral acima de R$ 2 mil. Logo, para se ter um bom espresso em casa é preciso fazer um grande investimento.

Mas não basta ter uma boa máquina na mão; é preciso saber pilotar. Extrair um espresso exige do barista o controle de muitas variáveis: calibragem da moagem, quantidade de café, compactação, tempo de extração, temperatura da água etc. Deslizar em qualquer uma dessas etapas pode resultar em bebida sem corpo, amarga, fraca ou azeda.

Dito isso, quais as alternativas para quem quer tomar espresso em casa? A resposta mais óbvia seria a cápsula, que entrega uma versão simplificada do espresso. De fato, o método é prático e não exige nenhuma habilidade técnica. Mas produz algo que está longe de um bom espresso de cafeteria. Ainda assim, em um cenário de máquina ruim, café mediano e barista sem treinamento, a cápsula pode ser a melhor escolha.

Particularmente, quando quero tomar um café mais concentrado em casa, costumo recorrer à moka. A cafeteira italiana não faz exatamente um espresso, mas produz uma bebida encorpada e intensa que aplaca bem a vontade de tomar uma dose mais potente. Além disso, é prática, barata e perdoa erros. Para quem quer concentração sem complicação, é um bom meio-termo.

Outra opção que chegou recentemente ao mercado brasileiro é o clube de assinatura para espresso. Até o momento, o único de que tenho conhecimento é o da Pasquali Máquinas, uma das principais importadoras de equipamentos. O APE –Assinatura Para Espresso– funciona da seguinte maneira: o cliente paga um valor mensal e recebe em casa uma máquina profissional, um moedor de precisão e grãos de diferentes torrefações, com manutenção periódica e tutoriais online. O serviço é uma boa alternativa pois remove algumas das principais barreiras —o investimento inicial alto e o custo do suporte técnico que esse tipo de equipamento exige. Ainda assim, não é para todos os bolsos: o plano mais acessível custa R$ 798 por mês.

Em suma, a missão do espresso caseiro é possível. A escolha depende do desejo e da conta bancária de cada um.

A japonesa Hario anunciou a importação de novos utensílios de café. É a primeira vez que chegam ao Brasil, por exemplo, o coador V60 Neo (R$ 259,90) –que promete extrair um café mais limpo– e o moedor Pro (R$ 2.899,90), com 90 níveis de moagem. Os equipamentos já estão disponíveis na Casa Hario, em São Paulo.


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Fonte.:Folha de São Paulo

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