A principal novidade do oitavo episódio desta temporada de MasterChef Brasil para amadores é a volta de Henrique Fogaça — o jurado precisou se ausentar por causa de um grave acidente de moto, no qual perdeu parte da pele das mãos (repare que ele está de luvas e não é para tirar onda). Ele aparece ao lado de Erick Jacquin e Helena Rizzo nesta terça-feira (14), às 22h30, como sempre, cheio de opinião. E sai-se com esta: “Não voltei hoje para comer comida ruim, hein? “.
A noite começa tensa. Carla Araújo, campeã da eliminatória no programa anterior, tem uma missão árdua que vai mexer com o brio dos colegas, um vespeiro. Ela tem de atribuir adjetivos a cada um deles, alguns deles nada fáceis. Serão definidos como ácido, amargo, arretado, cabeça dura, complicado, docinho, enrolado, fofoqueiro, frouxo, inconveniente, insosso, intenso, polêmico, problemático e tranquilo.
Não só isso. Cada placa vai acompanhada de uma matéria-prima, para ser preparada com um peixe ou frutos do mar. Carla vai irritar os competidores em uma prova de 1 hora, na qual a exigência é ousadia. Rodrigo, por exemplo, se revolta ao ser eleito o inconveniente. “Eu vou subir para o mezanino porque sou inconveniente. Se ganhar este pin ela [Carla] me paga, infeliz das costas ocas”, provoca ele, referindo-se a uma expressão popular regional típica do Nordeste.
A proposta é que o pescado tenha a melhor combinação possível com o ingrediente que foi atribuído.

Os avaliadores provam os pratos nas bancadas e chamam à frente apenas os resultados positivos e negativos. Ao se referir a um dos competidores, eles não perdoam: “Seu prato está intenso, foi bem pensado, mas está intensamente ruim”, afirmam. “Aqui não pode ser bom uma vez só. Às vezes você é bom uma, duas vezes, e depois vai embora. É preciso ser regular. A pessoa que sobe e desce não funciona”, emenda Jacquin, aumentando a torta de climão.
Gabriela cai no choro no meio da avaliação por conta da internação do pai. “Às vezes, a gente quer estar focada, mas a cabeça está longe. Eu larguei tudo para estar aqui e já estou bem abalada. A Larissa, que me dava muito suporte em relação a isso, não está mais no programa, então não estou em paz”, diz ela.
Na eliminatória, um mistério no breu. Os pretendentes ao troféu entram em uma cozinha escura, iluminada por velas. Essa atmosfera tem a ver com o prato obrigatório nesta etapa. Será apresentado o pato em cambraia.
Bem, do que se trata a receita? Tem um storytelling longo. O tecido era usado para envolver a ave durante o preparo, o que garantiria mais umidade à carne. A historinha é ainda mais longa. Reza a lenda que “no século XIX, escritores gastronômicos franceses começaram a romantizar pratos aristocráticos. Muitas receitas ganharam histórias inventadas com personagens igualmente fictícios como monges secretos, cozinheiros de reis e amantes proibidas, além de ingredientes raros combinados a técnicas desaparecidas”.
Justamente o pato em cambraia faz parte dessa linhagem de receitas. Disse-se que “o tecido era bordado à mão e embebido em conhaque, mas a receita seria da Borgonha nascida em conventos de religiosas francesas”. Existe alguma verdade nisso ou é invenção MasterChef para um prato que reuniria “luxo, segredo, perfume, delicadeza, técnica invisível, teatralidade e sensualidade aromática” (esse último atributo realmente o definiria? ).
Dito tudo isso, o prato vai ser feito livremente pelos concorrentes e a história contada servirá de inspiração. A prova tem 1h15. O intuito é que os postulantes tragam alguma surpresa na preparação. Como sempre acontece, alguém deixa o avental sobre a bancada, muitas vezes dá um beijinho nele e tchau, tchau.
Além da tela da Band, o talent show é reprisado pela HBO Max e pelo Discovery Home & Health às sextas, às 20h30. Também fica disponível no canal oficial no YouTube.
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Fonte.: Veja SP Abril


