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15 de maio de 2026

Nem açúcar, nem adoçante comum: substância usada em dietas pode afetar o coração, segundo estudo

Nem açúcar, nem adoçante comum: substância usada em dietas pode afetar o coração, segundo estudo

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  • Mil vezes maior: Pesquisas observaram que os níveis de eritritol no sangue podem aumentar mais de mil vezes após o consumo de alguns produtos adoçados.

  • Presente no cotidiano: O eritritol aparece em bebidas “zero açúcar”, chocolates, sobremesas e alimentos low carb consumidos diariamente por muita gente.

  • Plaquetas mais ativas: Os cientistas investigam como o adoçante pode influenciar a coagulação sanguínea e aumentar a formação de coágulos em pessoas predispostas.

O eritritol, um adoçante muito usado em produtos “zero açúcar”, virou tema de estudos importantes na área da saúde cardiovascular. Pesquisadores começaram a investigar se o consumo frequente desse poliol pode alterar a atividade das plaquetas, células responsáveis pela coagulação sanguínea. A descoberta chamou atenção porque o ingrediente aparece justamente em alimentos associados à ideia de uma rotina mais saudável.

O que a ciência descobriu sobre o eritritol

Estudos recentes publicados em periódicos científicos observaram que níveis elevados de eritritol no sangue podem estar associados a um risco maior de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. Os pesquisadores analisaram exames laboratoriais, metabolismo e a resposta das plaquetas após o consumo do adoçante.

Na prática, a investigação mostrou que o eritritol pode deixar as plaquetas mais “reativas”, como se o organismo entrasse em estado de alerta. Isso facilita a formação de coágulos, especialmente em pessoas que já possuem diabetes, colesterol alto, hipertensão ou doenças cardíacas.

Nem açúcar, nem adoçante comum: substância usada em dietas pode afetar o coração, segundo estudo
Alterações na coagulação que chamaram atenção dos pesquisadores

Como isso funciona na prática

Imagine a coagulação como um sistema de emergência do corpo. Quando você se corta, as plaquetas trabalham rapidamente para evitar sangramentos. O problema surge quando esse mecanismo fica mais ativo do que deveria dentro dos vasos sanguíneos.

Os cientistas acreditam que o consumo concentrado de adoçantes artificiais, especialmente em bebidas, sobremesas e alimentos ultraprocessados, pode aumentar temporariamente essa atividade. Isso não significa que uma única colher de adoçante causará problemas, mas reforça a importância da moderação.

Selecionamos o conteúdo do canal Dra. Rávila Graziany. No vídeo a seguir, a especialista explica de forma prática as diferenças entre eritritol e xilitol, detalhando como cada adoçante age no organismo, os possíveis impactos na saúde cardiovascular e quais pontos merecem mais atenção no consumo diário.

Coagulação sanguínea: o que mais os pesquisadores encontraram

Outro ponto curioso é que o eritritol permanece por bastante tempo circulando no sangue após o consumo. Diferente do açúcar comum, ele não é totalmente metabolizado rapidamente pelo organismo, o que chamou atenção dos especialistas em cardiologia e metabolismo.

Além disso, estudos laboratoriais mostraram que pequenas alterações na atividade das plaquetas já podem influenciar a formação de trombos em pessoas predispostas. Por isso, pesquisadores defendem novas análises sobre o impacto dos adoçantes na saúde cardiovascular a longo prazo.

Pontos-chave do estudo

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Plaquetas mais reativas

Pesquisas indicam que o eritritol pode aumentar a atividade das plaquetas e favorecer a coagulação sanguínea.

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Atenção cardiovascular

Pessoas com diabetes, hipertensão ou histórico cardíaco podem precisar de mais cautela com adoçantes concentrados.

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Produtos do dia a dia

O eritritol aparece em bebidas, chocolates e alimentos “zero açúcar” muito consumidos atualmente.

Os detalhes completos da pesquisa foram publicados na revista Nature Medicine e podem ser consultados neste estudo indexado no PubMed, que descreve como o eritritol foi associado ao aumento do risco cardiovascular em diferentes análises clínicas.

Por que essa descoberta importa para você

Muita gente troca o açúcar por produtos “diet”, “zero” ou “low carb” acreditando que eles são automaticamente melhores para o coração. A ciência mostra que a questão pode ser mais complexa, especialmente quando há consumo frequente de alimentos ultraprocessados.

Isso não significa abandonar totalmente os adoçantes, mas entender que equilíbrio continua sendo a palavra-chave. Especialistas em nutrição e cardiologia recomendam observar os rótulos e priorizar alimentos naturais sempre que possível.

O que mais a ciência está investigando sobre o eritritol

Agora, os pesquisadores querem descobrir se diferentes quantidades de eritritol provocam efeitos distintos no organismo e quais grupos têm maior sensibilidade ao composto. Também existem estudos avaliando outros adoçantes, como xilitol, sucralose e aspartame, para entender como eles interagem com o metabolismo, os vasos sanguíneos e a coagulação.

A discussão sobre o eritritol mostra como a ciência da alimentação está sempre evoluindo. Ingredientes vistos como alternativas modernas e saudáveis continuam sendo investigados, e isso ajuda médicos, nutricionistas e consumidores a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia.

ATENÇÃO: As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e não substituem avaliação, diagnóstico ou acompanhamento realizado por profissionais da saúde. Não tome medicamentos, não altere doses e não inicie qualquer tipo de tratamento sem orientação médica ou de outro especialista habilitado. Em caso de sintomas, dúvidas ou necessidade de cuidados específicos, procure atendimento profissional.



Fonte. MG.Superesportes

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