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19 de agosto de 2026

Os irmãos que viram mãe ser assassinada e foram baleados pelo próprio pai: ‘Feminicídio gera órfãos todos os dias’

Os irmãos que viram mãe ser assassinada e foram baleados pelo próprio pai: ‘Feminicídio gera órfãos todos os dias’

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Foto antiga mostra Maristela, Nathalia e Zaldo

Crédito, Zaldo Just / Acervo Pessoal

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Zaldo Just Neto tinha apenas 2 anos e 8 meses quando seis tiros determinariam como seria a sua vida dali pra frente. Um atingiu o seu rosto enquanto brincava no chão; um segundo, o ombro da sua irmã; mais um, as costas do seu tio; e os outros três a cabeça de sua mãe, Maristela, então com 25 anos.

Era uma noite de outono em Jaboatão dos Guararapes, cidade do Grande Recife, em abril de 1989. O pai de Zaldo, José Ramos Lopes Neto, sem aceitar o fim do relacionamento, pediu para se reunir com a ex e os filhos. Trancado dentro do quarto da casa dos ex-sogros, cometeu o feminicídio e as três tentativas de homicídio.

Zaldo, hoje com 40 anos, não lembra daquela noite. Mas carregou no corpo e na mente as sequelas daquela bala.

O tiro disparado pelo próprio pai causou uma grave lesão neurológica, que comprometeu o desenvolvimento motor de todo o lado esquerdo de seu corpo. Até hoje, sente tonturas e pequenos esquecimentos temporários.

“Fiquei órfão da minha mãe, consequentemente do meu pai. Tornei-me uma pessoa com deficiência física por conta daquele que era para cuidar de mim, mas tentou me assassinar”, relata Zaldo em entrevista à BBC News Brasil.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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