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26 de agosto de 2026

Parecem mais de 40 mil árvores espalhadas por 43 hectares, mas todos os troncos estão ligados pelo mesmo sistema de raízes e formam um único organismo de quase 6 mil toneladas

Parecem mais de 40 mil árvores espalhadas por 43 hectares, mas todos os troncos estão ligados pelo mesmo sistema de raízes e formam um único organismo de quase 6 mil toneladas

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O Pando parece uma floresta formada por dezenas de milhares de árvores, mas geneticamente funciona como um único organismo conectado. Espalhado por cerca de 43 hectares, ele reúne aproximadamente 47 mil troncos ligados ao mesmo sistema de raízes e soma perto de 5,8 milhões de kg de biomassa estimada.

Como milhares de troncos podem pertencer ao mesmo organismo?

O segredo está na reprodução clonal. O Pando é formado por álamos-trêmulos que brotam vegetativamente de uma estrutura subterrânea compartilhada. Cada tronco visível parece uma árvore independente, mas geneticamente pertence ao mesmo indivíduo.

Esses troncos são chamados de rametes, partes repetidas produzidas pelo clone. Quando um caule envelhece ou morre, novas brotações podem surgir das raízes. Assim, a aparência de floresta esconde uma organização biológica diferente daquela encontrada em um bosque formado por sementes geneticamente distintas.

Como Pando forma um único organismo com 47 mil troncos
Como Pando forma um único organismo com 47 mil troncos

Como os pesquisadores confirmaram que Pando é realmente um clone?

A confirmação veio da genética. Um estudo disponibilizado pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos analisou amostras coletadas em 209 troncos e identificou uma única entidade genética coincidente com a área que já havia sido delimitada por características visuais.

Esse resultado mostrou que a ligação não era apenas uma suposição baseada em folhas ou cascas parecidas. Os marcadores genéticos confirmaram que uma área superior a 40 hectares correspondia ao mesmo genótipo, sustentando a ideia de que os milhares de troncos pertencem a um organismo clonal gigantesco.

Quais números ajudam a imaginar o tamanho desse organismo?

As estimativas variam conforme o método, mas a ordem de grandeza é extraordinária. Um relatório da Utah State University trabalha com 43 hectares, cerca de 47 mil troncos e aproximadamente 5,8 milhões de kg para o conjunto.

Os dados principais ficam assim:

  • 43 hectares: área aproximada ocupada pelo clone.
  • Cerca de 47 mil troncos: quantidade estimada de caules visíveis ligados ao mesmo sistema.
  • 5,8 milhões de kg: estimativa de massa usada em estudos e relatórios sobre o organismo.
  • Um genótipo: característica que une geneticamente os troncos examinados dentro da área principal.
Como Pando forma um único organismo com 47 mil troncos
Como Pando forma um único organismo com 47 mil troncos

Por que o peso é uma estimativa e não uma medição direta?

Ninguém colocou o organismo inteiro em uma balança. A massa total é calculada a partir de estimativas do número de troncos, tamanho médio, densidade da madeira e biomassa associada. Parte importante do sistema também permanece subterrânea, o que torna impossível obter uma pesagem direta sem destruir o próprio clone.

Por isso, números diferentes podem aparecer em fontes distintas sem necessariamente indicar contradição. O ponto central permanece: trata-se de um organismo clonal enorme, distribuído por dezenas de hectares, cuja identidade biológica depende menos da quantidade de troncos visíveis e mais da origem genética comum.

O que mantém Pando vivo quando troncos individuais envelhecem?

A longevidade do conjunto depende da capacidade de produzir novos brotos a partir das raízes enquanto caules antigos desaparecem. Em álamos clonais, essa renovação permite que o organismo continue existindo mesmo quando nenhuma das hastes visíveis atuais esteve presente durante toda a vida do clone.

Isso também explica por que proteger apenas árvores grandes não resolve tudo. A continuidade de Pando depende de jovens brotos conseguirem crescer e substituir os troncos perdidos. A paisagem que parece uma floresta inteira, portanto, funciona como um organismo cuja sobrevivência exige renovação constante de suas partes acima do solo.



Fonte. MG.Superesportes

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