6:06 PM
10 de julho de 2026

Promotora denunciada por proibir menção a Deus no Rio

Promotora denunciada por proibir menção a Deus no Rio

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A promotora Elayne Christina da Silva Rodrigues é alvo de uma denúncia no Conselho Superior do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) após classificar como inconstitucional a citação a Deus em um fórum oficial em Duque de Caxias. A representação pede a abertura de processo administrativo.

O que causou a denúncia contra a promotora?

O caso aconteceu após a promotora Elayne Christina interromper um evento da Associação dos Conselheiros e Ex-conselheiros Tutelares (Acterj) para repreender a organização. O motivo foi a leitura de um poema chamado “Abraço de Deus” por um instrutor de crianças. Ela afirmou que a fé é um direito privado e que orações em eventos públicos seriam proibidas pela lei, retirando-se do local em sinal de protesto após ser questionada pelos presentes.

Quem apresentou a representação ao Ministério Público?

A denúncia foi protocolada pela própria Acterj. A associação argumenta que a promotora extrapolou seus limites institucionais e desrespeitou a liberdade de expressão e religiosa. De acordo com a entidade, a manifestação de fé ocorreu de forma espontânea por um grupo convidado, sem qualquer tipo de imposição ou obrigatoriedade de participação para quem estava no fórum.

Como o mundo político reagiu ao episódio?

A atitude da promotora gerou forte repercussão no Congresso Nacional e entre líderes políticos. Parlamentares como Bia Kicis e Marco Feliciano criticaram a postura, apontando perseguição religiosa e confusão sobre o conceito de Estado Laico. O ex-governador Romeu Zema também se manifestou nas redes sociais, questionando por que a fé incomoda grupos que pregam a diversidade, mas não atacam outros temas polêmicos.