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7 de julho de 2026

Reforma agrária, coronelismo e imigração: como Benedito Ruy Barbosa fez das novelas um debate sobre a terra

Reforma agrária, coronelismo e imigração: como Benedito Ruy Barbosa fez das novelas um debate sobre a terra

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A imagem mostra uma mulher em um cenário rural, com expressão séria e determinada, segurando um facão enquanto caminha à frente de uma bandeira do Brasil. Vestida com roupas simples e um lenço na cabeça, ela tem ao fundo uma paisagem de campos abertos e um veículo carregado, em uma cena que remete à luta pela terra e aos conflitos no campo.

Crédito, Jorge Baumann/TV Globo

Legenda da foto, Patrícia Pillar em cena de O Rei do Gado, de 1996

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“Todo mundo tem na sola do pé um pouco de barro.” Foi com essas palavras que Benedito Ruy Barbosa, morto nesta terça-feira (7/7), aos 95 anos, explicou o sucesso de O Rei do Gado, novela que coroou sua carreira ao descortinar o chamado Brasil profundo para 60 milhões de brasileiros.

Era 1996. Àquela altura, apenas 22% da população ainda vivia no campo. Mas o autor sabia que era ali que estavam alguns dos conflitos mais profundos e latentes da sociedade brasileira.

O Rei do Gado girava em torno da rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, os Mezenga e os Berdinazzi, separadas por uma disputa de terras e por um romance proibido entre seus descendentes.

Por trás da trama com ares de Romeu e Julieta, porém, havia debates espinhosos sobre imigração, concentração fundiária, coronelismo e, principalmente, reforma agrária.

Um dos autores seminais da teledramaturgia brasileira, ao lado de Janete Clair, Dias Gomes e Lauro César Muniz, Benedito não foi o primeiro a ambientar histórias no campo.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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