A cidade de São Paulo registrou 699 km de congestionamento, de acordo com painel do site da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), às 9h30 desta quarta-feira (5), que marca o segundo dia de greve dos ferroviários, que atinge as linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Para efeito de comparação, em 3 de junho, primeira quarta-feira daquele mês, foram contabilizados 367 km de lentidão no mesmo horário.
A gestão Ricardo Nunes (MDB) mantém a suspensão do rodízio municipal de veículos pelo segundo dia consecutivo.
Na terça-feira (4), o pico de congestionamento da manhã foi às 8h30, com 724 km de vias lentas, segundo a CET.
O recorde da manhã em 2026 foi registrado em 12 de março, às 8h, com 1.059 km. Historicamente, o maior trânsito do pico matinal foi de 1.225 km, em 10 de fevereiro de 2020, antes da pandemia.
Depois de um primeiro dia caótico, passageiros enfrentam novamente trens e ônibus lotados, filas para embarcar em ônibus do sistema Paese e desinformação.
Na estação Guaianases da linha 11-coral, os primeiros trens saíram todos lotados e chegaram em um intervalo regular de cerca de cinco minutos, ao menos até as 4h40.
O temor do atraso que virou realidade para muita gente na terça continua a afligir trabalhadores nesta quarta.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiu manter a greve por tempo indeterminado em assembleia geral na noite desta terça-feira (4).
Em nota, o sindicato afirmou que fez uma nova tentativa de negociação com o governo estadual, mas não recebeu uma garantia concreta, por escrito, de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM, mesmo com a concessão dos ramais à iniciativa privada. Essa é a principal reivindicação dos ferroviários.
Uma nova assembleia será realizada nesta quarta, às 17h, para os grevistas discutirem o andamento das negociações e os próximos encaminhamentos do movimento.
“A categoria destaca que o movimento tem como objetivo defender os direitos dos ferroviários e garantir segurança aos milhares de profissionais que dedicaram suas carreiras ao transporte público paulista”, diz nota da diretoria do sindicato.
Já o governo estadual afirmou que a decisão de manter a greve é injustificável e impõe prejuízos graves a quase 1 milhão de passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário.
Segundo o governo, dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026 na CPTM, 2.171 seguem na linha 10-turquesa e os demais fazem parte do plano de realocação que abrange Metrô, Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) e outros órgãos.
Funcionamento das linhas
Linhas operando normalmente
- 1-azul
- 2-verde
- 3-vermelha
- 4-amarela
- 5-lilás
- 15-prata
- 7-rubi
- 8-diamante
- 9-esmeralda
- 10-turquesa
- 13-jade
Linhas com funcionamento parcial
- 11-coral: os trens estão circulando entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. O percurso entre as estações Guaianases e Estudantes é atendido pelo sistema Paese de ônibus em frente às estações.
- 12-safira: os trens estão circulando entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. O percurso entre as estações Engenheiro Goulart e Calmon Viana é atendido pelo sistema Paese de ônibus em frente às estações.
Paese
A CPTM acionou 195 ônibus do sistema Paese, sendo 95 para atender os passageiros da linha 11-coral, 90 para os passageiros da linha 12-safira e dez para os da linha 13-jade.
Fonte.:Folha de S.Paulo


